A Olive Auction montou esta página a partir de registos públicos para que os compradores encontrem a propriedade. Quem a dirige pode reclamá-la sem qualquer custo — completar a história, pôr lotes a leilão, responder aos compradores.
Depois da reclamação, confirmamos por emailTudo o que aqui está vem de fontes públicas — listas de prémios, registos de certificação, os inventários do território. O resto da história — a família, o olival, a verdadeira idade das árvores, o boletim de laboratório deste ano — só o lagar a pode contar, e é essa a parte em que os compradores licitam.
O projeto da oleóloga Ana Carrilho e do enólogo António Maçanita está documentado num artigo do portal português SAPO, que descreve uma iniciativa de recuperação de oliveiras centenárias dispersas por propriedades do Alentejo — algumas delas estimadas, no relato do artigo, em até mil anos — cultivadas sem agroquímicos em solos de xisto e granito, em regime de sequeiro. O trabalho começa no campo, com o mapeamento e a avaliação técnica de cada olival; o resultado, que os produtores comparam a um puzzle, são seis rótulos de produção limitada feitos com a variedade Galega, cada extração analisada e provada em separado. "É urgente conservar a diversidade, mas também este trabalho da paisagem, destas árvores," diz Carrilho no artigo, avisando que os agricultores têm vindo a substituir estas árvores velhas por plantações mais rápidas e de retorno mais imediato.
O percurso de Carrilho no setor está documentado pela revista de negócios Executiva: formação em agroindústrias no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa, e investigação em azeite no seu laboratório de estudos técnicos, um mestrado em Córdoba, controlo de qualidade na Carapelli, em Itália, a fundação do projeto Olivais do Sul e, a partir de 2013, a direção do negócio de azeite da Esporão, além da certificação como perita em análise sensorial pelo Conselho Oleícola Internacional e da participação em júris de concursos nacionais e internacionais. O nome sob o qual os seis azeites são vendidos não é dado no artigo do SAPO, e não foi possível abrir qualquer página do produtor para o projeto; o registo assenta aqui na imprensa.
Do registo público: sapo.pt · executiva.pt
Uma conta de produtor leva um minuto — nome, lagar, região. Associamos este perfil no mesmo dia.
Números de laboratório, referências das árvores, datas de colheita, uma fotografia — o formulário passo a passo só pede aquilo por que os compradores pagam.
Leilão com reserva confidencial, ou uma alocação a preço fixo. Analisamos e vai para o ar.
O catálogo chega a esta lista antes de entrar no site. Fechada a venda, recebe todos os martelos — incluindo os que desiludiram.
Dois emails. Depois silêncio até à Venda n.º 2.