Lotes
As árvores nomeadas

Retratos de 26 anciãs

As anciãs catalogadas por trás do registo, cada uma lida pelo seu próprio registo — medições de tronco tal como o organismo de medição as fornece, decretos por número e data, e cada alegação de idade devolvida a quem a faz.

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Oliveira de Akkarit · Oliveira al-Badawi · Oliveira Antiga de Egina (Vale de Eleonas) · Oliveiras Antigas de Chipre (os monumentos naturais do Departamento de Florestas) · Anıt Zeytin de Bakır, Kırkağaç (Kocazeytin) · Anıt Zeytin de Haydarköy, Mut · Ata Ağaç (Árvore Anciã) · Olival de Bidnija · Oliveira de Echraf · Velhos olivais da Geórgia (Monte Urta, Hetta, Tsapshchi) · Gerontoelia st' Adisarou (Throuba Naxou) · Mastrinka (Velha Oliveira de Kaštel Štafilić) · Oliveira Mãe de Kalamata (Mana Elia) · Velha Oliveira Kaninjot de Kanina · Velha Oliveira de Brijuni (Brijunka) · Oliveira de Azorias (Kavousi) · Oliveira de Santo Agostinho (Tagaste) · Olivera de les Quatre Potes (Olivo de las cuatro patas) · Olivo de las parejas · Olivo del Arroyo Carnicero · Olivo di Sant'Emiliano · Olivo Mater, conocido como "El Pulpo" · Olivo Milenario de Sant Jordi · Olivo Mil·lènia · Olivo recuperado de Cervera del Maestre · Oliveira de Xyliatos (Potima)

Retrato de árvore

Oliveira de Akkarit

Akkarit, Douiret, governorado de Tataouine, Tunísia · ~900 anos atribuídos por relatos de portais; deteve o título de mais antiga de África até ao reconhecimento da Echraf

A árvore ergue-se em Akkarit, à beira da povoação amazigh de Douiret, no governorado de Tataouine, no sul da Tunísia. Não se encontraram dimensões medidas em nenhuma fonte aberta. O registo que existe sobre ela é breve e consiste em relatos de portais sobre a sua idade e num reconhecimento que só indiretamente lhe diz respeito.

O valor da idade é de 900 anos, e é uma atribuição. Vem de uma peça distribuída a partir da agência noticiosa estatal tunisina através da Saudi Press Agency, nas versões publicadas pelo Gulf Herald e pelo Riyadh Daily. Nenhum dos relatos nomeia uma pessoa ou um laboratório por detrás do número, e não foi localizado qualquer estudo de datação da árvore.

O valor de 900 anos importa porque valeu como a alegação de oliveira mais antiga de África até o Instituto da Oliveira tunisino reconhecer a árvore de Echraf, em El Haouaria, no norte da Tunísia, como a mais antiga do continente. Nos relatos noticiosos, o reconhecimento da Echraf sobrepôs-se à alegação da árvore de Akkarit.

A árvore ainda produz azeite, segundo o registo dos mesmos relatos. A linha de semente deste retrato trazia a alegação de que rende mais de 1.500 litros de azeite nos anos fartos. Nenhuma fonte aberta sustenta esse valor, e ele não é usado nesta prosa.

Não foi encontrado qualquer instrumento de proteção para a árvore — nenhuma decisão ministerial, nenhuma entrada em diário oficial, nenhum número de registo. Sobrevive no registo como marco regional cuja idade e produção assentam em números sem atribuição.

Do registo público: thegulfherald.com · alriyadhdaily.com

Retrato de árvore

Oliveira al-Badawi

Al-Walaja, Belém, Cisjordânia, Palestina · idades atribuídas concorrentes de 3.000-5.500 anos; guardada a tempo inteiro por Salah Abu Ali

A árvore ergue-se em Al-Walaja, aldeia à beira de Belém, na Cisjordânia, encostada ao muro de separação de Israel, que os relatos situam entre dez e vinte metros da árvore. As dimensões publicadas dão-lhe cerca de 12 a 13 metros de altura e uns 25 metros de envergadura, com a copa a cobrir aproximadamente 250 metros quadrados e raízes que a reportagem do Middle East Eye leva a uma profundidade de cerca de 25 metros. A Roya News descreve a árvore como cerca de 22 troncos ligados num só corpo, uma forma a que o guardião chama "vinha de oliveiras". Nenhuma medição do próprio tronco está publicada.

Todos os valores de idade são atribuições, e nenhum coincide. O Ministério da Agricultura palestiniano é citado com cerca de 5.000 anos na reportagem de 2019 do Middle East Eye. O relato de Ruba Saleh no Jerusalem Quarterly, "In the Seam Zone", situa a idade em cerca de 4.000 a 5.000 anos, com base na estimativa de peritos japoneses e europeus. A Roya News trazia em 2018 estimativas de cerca de 3.000 anos de peritos italianos e de cerca de 5.500 de peritos japoneses. A Atlas Obscura relata que em 2010 duas equipas, uma italiana e uma japonesa, dataram a árvore por carbono e chegaram a um intervalo de 3.000 a 5.500 anos. Não foi localizado relatório de laboratório nem publicação de nenhum destes valores.

O guardião está no registo. Salah Abu Ali, que se diz servo da árvore, guarda-a desde que a Autoridade Palestiniana o contratou, com um salário que as reportagens situam em cerca de 410 dólares por mês. Bombeia água da nascente acima do local, trata o solo e dorme debaixo da árvore como antes dele fazia o pai; os filhos ajudam e dormem lá também. Diz ao Middle East Eye que a árvore "cativa o espírito" e que é a árvore mais bela da Palestina, e a família, dona do terreno, recusa vender. A Roya News relata que a nomeação se seguiu a um pedido de famílias da aldeia depois de funcionários civis e militares israelitas terem recolhido amostras e medições da árvore. O relato da Atlas Obscura chama à guarda um trabalho de 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Os números de produção divergem e vêm de repórteres diferentes. A Atlas Obscura, num bom ano recente com chuva, tem Abu Ali a colher 400 quilos de azeitona, quando há vinte anos, diz ele, a árvore fazia regularmente 600; num dos anos a árvore não deu fruto. A reportagem do Middle East Eye dá a árvore a produzir outrora meia tonelada de azeitona por ano, e as azeitonas do ano passado a renderem apenas 250 quilos de azeite, com anos sem produção nenhuma. A linha de semente deste retrato trazia um valor de cerca de 10 litros de azeite por colheita; nenhuma fonte aberta o sustenta, e não é usado aqui.

A árvore carrega vários nomes. Abu Ali chama-lhe "a fortaleza"; os nomes mais antigos da aldeia são "a velha", "a mãe das oliveiras" e "a noiva da Palestina". Chama-se al-Badawi por causa do xeque Ahmad al-Badawi, um homem santo sufi egípcio que, segundo se diz, passou longas temporadas debaixo dos seus ramos, e a Atlas Obscura regista que a árvore foi em tempos lugar de peregrinação para sufis. O relato de Saleh chama à árvore a "guardiã orgulhosa" da aldeia e nota que o Ministério do Turismo e das Antiguidades palestiniano a recomenda como destino. A Roya News relata que o presidente Mahmoud Abbas ofereceu uma garrafa do azeite da árvore a Barack Obama quando este tomou posse em 2009.

A proteção é prática, não estatutária. Não se encontrou decisão, lei ou entrada de registo que proteja a árvore; a sua posição assenta na guarda permanente, na recusa da família em vender e no significado da árvore como símbolo da luta da aldeia pela terra. O relato de Saleh põe as raízes da árvore diretamente no caminho do Muro. As alegações de idade, incluídas as do produtor e as do ministério, estão no registo como estimativas concorrentes, sem método assente por detrás de nenhuma delas.

Do registo público: atlasobscura.com · middleeasteye.net · en.royanews.tv · palestine-studies.org

Retrato de árvore

Oliveira Antiga de Egina (Vale de Eleonas)

Vale de Eleonas, Egina, golfo Sarónico, Grécia · idade de 2.700 anos atribuída a análise de ADN pela Aristoleo (laboratório do Dr. Magiatis, Atenas), árvore encontrada em 2012; as estimativas do olival vão de 400 a 2.000 anos

O vale é conhecido como Eleonas, o olival, e fica a cerca de oito quilómetros do porto de Egina, no golfo Sarónico, a sul da aldeia de Pachia Rachi e abaixo dos contrafortes do monte Oros, o ponto mais alto da ilha e restos de um vulcão extinto. Os relatos de viagem situam-no nas encostas outrora consagradas a Zeus Ellanios. Trilhos descem até ele desde Pachia Rachi, Kapotides e Marathon. Três pequenas capelas, Agios Georgios, Agia Kyriaki e Agia Triada, erguem-se entre as árvores. A terra é descrita como pertencente sobretudo a um mosteiro, e o olival foi escolhido pela casa de moda francesa Hermès para a rodagem da sua coleção de 2005.

Uma árvore dentro do olival carrega uma alegação de idade específica. Athan Gadanidis, fundador da empresa de azeite Aristoleo, regista que encontrou a árvore em 2012 e lhe chamou a sua "árvore mamã", e que foram levadas folhas dos ramos de cima, do meio e de baixo para o laboratório do Dr. Magiatis, em Atenas. Com base nessa análise de ADN, a Aristoleo afirma que a árvore tem aproximadamente 2.700 anos e é da variedade a que chama Aegean Throuba, mais comum na ilha de Tasos. A mesma página afirma que a árvore de Egina é da mesma variedade de uma árvore em Naxos que a Aristoleo situa em cerca de 5.000 anos e da "Pisistratous olive tree", em Atenas, que situa em cerca de 2.500, e que nenhuma das três foi enxertada. Gadanidis lê isso como prova de que os cultivadores antigos criavam as árvores em viveiros a partir de estacas e as plantavam pelo Egeu e pela Ática.

O valor de 2.700 anos aplica-se a uma árvore e não é o número que a maioria dos relatos do olival traz. O We Love Aegina dá aos troncos uma idade estimada de 400 anos e acrescenta que, com base em cálculos, alguns têm 1.500 anos. O One Day Cruise põe igualmente as oliveiras acima dos 400 anos. O Greeka escreve que nalgumas árvores só a casca exterior tem 400 a 500 anos e que as mais velhas foram estimadas em não menos de 1.500 a 2.000 anos. O Olympic Holidays refere árvores que se crê terem mais de 1.000 e possivelmente 2.000 anos. Nenhuma destas páginas nomeia entidade de datação nem método, e não se encontrou em nenhuma página aberta registo de um estudo do centro de investigação grego Demokritos.

Os tamanhos registados variam com a fonte. O Greeka dá a uma das maiores árvores 13 metros de volta do tronco, com uma cavidade interna de 2,5 metros de diâmetro. O We Love Aegina regista uma árvore cujo tronco, na base, cobre uma superfície de 30 metros quadrados. O One Day Cruise descreve troncos que chegam aos 10 metros de perímetro, e o Olympic Holidays refere circunferências acima de 40 pés, cerca de 12 metros, com troncos escavados pela idade.

O olival fica na ilha do templo de Afaia, mas nenhuma fonte aberta aqui liga as oliveiras ao santuário ou aos prémios de azeite dos jogos Panatenaicos. O azeite de prémio documentado das Panateneias vinha das oliveiras sagradas de Atena, as moriai, transplantadas para a Academia, em Atenas; o léxico bizantino conhecido como Suda regista as moriai como a fonte desse azeite. Esse é um olival ateniense, não um olival de Egina.

Não foi encontrado qualquer instrumento de proteção para o olival nem para a árvore. O Olympic Holidays refere um movimento crescente em Egina que procura o reconhecimento oficial do Eleonas como sítio patrimonial, mas nenhuma designação, entrada de registo ou decisão surgiu em qualquer fonte aberta aqui.

A árvore ainda dá azeitonas, segundo a Aristoleo, ricas em compostos fenólicos. Não se encontrou registo de azeite prensado da árvore sob nome próprio, e não foi localizado artigo de laboratório publicado para o trabalho de ADN que sustenta o valor de 2.700 anos.

Do registo público: aristoleo.com · greeka.com · onedaycruise.gr · olympicholidays.com · weloveaegina.com · cs.uky.edu

Retrato de árvore

Oliveiras Antigas de Chipre (os monumentos naturais do Departamento de Florestas)

Chipre · protegidas como monumentos naturais pelo Departamento de Florestas; 115 árvores individuais e 27 grupos de árvores declarados protegidos até final de 2017 (diretor de Florestas T. Papachristophorou)

A proteção das árvores velhas em Chipre cabe ao Departamento de Florestas. O seu diretor, Takis Papachristophorou, disse ao Phileleftheros que uma árvore pode ser declarada protegida se tiver um tronco grande, uma copa rara ou única no seu género, uma tradição histórica ou religiosa, ou se dominar uma região, e que até ao final de 2017 tinham sido declaradas protegidas 115 árvores individuais e 27 grupos de árvores. Um relato sobre as árvores mais velhas da ilha publicado pelo in-cyprus dá o número como 98 árvores velhas, sem data; os dois valores não foram conciliados em nenhuma fonte aberta aqui.

A árvore mais vezes apontada como a oliveira mais antiga de Chipre ergue-se em Potima, perto de Xyliatos, no distrito de Nicósia. O in-cyprus dá-lhe uma periferia de 13 metros e uma altura de 6 metros, e o Centro de Artes Visuais e Investigação, em Nicósia, regista a mesma periferia de 13 metros. O mesmo relato do in-cyprus afirma que, depois de muitos esforços do Conselho Comunitário de Xyliatos, a árvore foi colocada sob a proteção do Departamento de Florestas, que emitiu um decreto a descrever estas árvores como "importantes do ponto de vista científico, histórico, cultural e educativo" e como espécimes significativos "pela sua idade ou pelo seu porte excecional". O folheto Árvore do Ano 2012 do Departamento de Florestas dá, segundo se relata, um perímetro de 12,80 metros à mesma árvore; o PDF do folheto não pôde ser aberto aqui, devolvendo HTTP 400.

A aldeia de Anglisides, mesmo à saída de Lárnaca, guarda a árvore a que o in-cyprus chama a oliveira cipriota mais antiga fora de um centro urbano, com mais de 800 anos, ainda a dar fruto e mantida pelo Departamento de Florestas, ao lado de um Museu da Oliveira. Um storymap ArcGIS sobre a oliveira em Chipre dá à mesma árvore de Anglisides 700 anos. O folheto Árvore do Ano 2012 do Departamento dá-lhe, segundo se relata, um perímetro de 10,35 metros; esse PDF também não pôde ser aberto aqui.

A tradição cipriota distingue as frankoelies, "oliveiras francas", que se crê datarem do período do domínio franco (1191-1489), das apostolitzi, que se diz terem nascido de caroços de azeitona lançados ao chão pelos apóstolos Paulo e Barnabé, uma distinção registada no ensaio sobre a oliveira em Chipre da académica da Universidade de Chipre Euphrosyne Rizopoulou-Egoumenidou. O folheto de 2012 do Departamento de Florestas regista, segundo se relata, grupos de árvores velhas em Anogyra (43 árvores), Germasogia (18) e Pano Lefkara (18), e afirma que, na sequência de um despacho do ministro do Interior, muitos grupos e oliveiras isoladas foram declarados protegidos, ficando o Departamento responsável por cuidar deles. Nada do texto desse folheto pôde ser aberto diretamente.

Noutros pontos, os valores vêm da imprensa local. Um artigo no Good News in Cyprus dá à oliveira da Golden Donkeys Farm, em Skarinou, uma idade estimada de 1.500 anos sem nomear quem estima, e descreve uma oliveira protegida de 800 anos na propriedade da quinta Terra Oliva (Ktima Sofokleous), perto de Lefkara.

Nenhuma destas idades é uma medição datada. Os troncos de oliveira em Chipre, como na Grécia, são normalmente ocos, as contagens de anéis não são fiáveis, e as estimativas publicadas assentam no tamanho do tronco. Rizopoulou-Egoumenidou regista as oliveiras muito velhas de tronco oco e os dois nomes tradicionais. Todos os valores acima são atribuições; as fontes não trazem método.

A lista de semente deste retrato nomeava mais árvores: uma oliveira em Akrotiri com mais de 1.500 anos atribuídos, uma "Oliveira de Vouches" em Skoulli e espécimes protegidos em Athiainou, Flasou, Psematismenos, Akamas, Kato Lefkara, Anogyra, Potamiou e Skarinou. Destas, Anogyra (como grupo de 43 frankoelies) e Skarinou estão documentadas acima. Nenhuma fonte aberta aqui regista uma oliveira de 1.500 anos em Akrotiri, uma oliveira chamada "Vouches" em Skoulli, nem oliveiras protegidas em Athiainou, Psematismenos, Kato Lefkara ou Potamiou. Os valores de 1.500 anos que de facto surgiram para Chipre pertencem a um terebinto em Apesia, que ambos os relatos listam entre as árvores mais velhas de Chipre, e à oliveira de Skarinou.

O trabalho do Departamento de Florestas continua. A mesma entrevista ao Phileleftheros regista que as árvores velhas são tratadas como monumentos vivos da natureza, ligados à história e à tradição da ilha. Não surgiu em nenhuma fonte aberta número de decisão nem referência de diário oficial para oliveiras cipriotas individuais; a proteção assenta em despachos ministeriais e decretos do departamento cujos números não estão publicados nos relatos encontrados.

Do registo público: en.philenews.com · web.archive.org · goodnewsincyprus.com · storymaps.arcgis.com · ia800602.us.archive.org

Retrato de árvore

Anıt Zeytin de Bakır, Kırkağaç (Kocazeytin)

Bakır, Kırkağaç, Manisa, Turquia · registada como anıt ağaç em 2010 pelo Tabiat Varlıklarını Koruma Kurulu; idade registada de 1.657 anos

A árvore cresce no bairro de Bakır, no distrito de Kırkağaç, em Manisa, a província turca com mais oliveiras. O levantamento de 2025 do Aegean Geographical Journal conta cerca de 30,6 milhões de oliveiras na província, à frente de Aydın, com 25,2 milhões, İzmir, com 21,7 milhões, e Muğla, com 19,7 milhões, a partir dos números de 2023 do instituto de estatística turco. O plano ambiental de Manisa regista 274 anıt ağaç registadas na província. A árvore é conhecida na literatura botânica como Kocazeytin, a grande oliveira; foi estudada sob esse nome por Satıl, Tümen e Soykan em 2002.

O registo consta do Manisa Çevre Düzeni Planı, o plano ambiental provincial, que afirma que a árvore foi registada como anıt ağaç em 2010 pelo Tabiat Varlıklarını Koruma Kurulu, o conselho para a proteção dos bens naturais. O plano não dá número de decisão. O levantamento que lista a árvore abre com a classificação turca das árvores-monumento em grupos históricos, místicos, folclóricos e dimensionais, o esquema ao abrigo do qual uma anıt ağaç registada fica protegida. O projeto de campo do próprio levantamento cobriu Akhisar e Kırkağaç em conjunto, com o título a nomear os dois distritos. O registo ministerial de anıt ağaçlar, anitagaclar.gov.tr, que a compilação de 2025 cita como a lista oficial, não devolveu página alcançável durante esta pesquisa, pelo que a decisão primária de registo não foi aberta.

O plano situa a idade em 1.657 anos. O levantamento de 2025 lista a árvore entre as oliveiras monumentais da Turquia com 1.640 anos estimados, quarta na sua própria ordenação de idades, atrás da Ata Ağaç, em Milas, com 3.200, de uma árvore em Bayat, Soma, com 2.090, e de uma em Gökçeköy, Saruhanlı, com 2.005. Ambos os valores de Kırkağaç são atribuições; não foi localizada datação de laboratório desta árvore, e o próprio texto do levantamento avisa que as idades das oliveiras mudam de fonte para fonte porque os troncos ocos e retorcidos frustram a contagem de anéis.

Nas medições, o registo divide-se. O plano dá um tronco de 10,6 metros de largura, uma copa de 13 metros e uma altura de 6,84 metros. O levantamento de 2025 mede a circunferência do tronco em 10,30 metros e o diâmetro em 3,28 metros. O valor de 10,6, a que o plano chama diâmetro, é quase de certeza a circunferência mal rotulada; os dois valores de perímetro, 10,30 e 10,6 metros, são próximos mas não conciliados, e não está publicada altura de medição para nenhum deles.

A árvore ainda dá azeitonas de quatro cultivares locais — Memecik, Edremit, Uslu e Trilye —, resultado acumulado de enxertias ao longo de gerações. As quatro variedades são nomeadas no próprio plano, quatro cultivares enxertadas num só tronco, o que o plano lê como obra de gerações sucessivas de olivicultores, e é essa a base da sua alegação de que a árvore, ainda em produção, é a oliveira frutífera mais velha do mundo. O mesmo plano chama-lhe, sem mais, a árvore mais velha da Turquia e a terceira mais velha do mundo, alegações que a tabela de idades do levantamento de 2025 não sustenta.

Uma tradição local diz que Maria plantou a árvore para o menino Jesus ao passar por Kırkağaç, a caminho de Bergama para Efes. O plano acrescenta que a investigadora holandesa Ticia Verveer recolheu amostras e comunicou em 2016, por mensagem ao governo distrital de Kırkağaç, que o teste de carbono fazia da árvore contemporânea de Jesus. Nem a tradição nem o teste de Verveer são aqui tratados como assentes; o teste não está no registo como resultado revisto por pares, e não foi localizada publicação de Verveer.

O mesmo levantamento de 2025 regista mais oliveiras velhas em Bakır, com 9,90 metros de circunferência (1.260 anos estimados), 8,80 metros (1.120 anos) e 6,50 metros (1.040 anos), e em Musahoca, Kırkağaç, uma árvore de 7,40 metros estimada em 1.180 anos. A árvore ergue-se, portanto, numa das concentrações mais densas de oliveiras antigas registadas na Turquia, um núcleo que o levantamento documenta como parte do mesmo projeto de Akhisar e Kırkağaç que produziu as suas tabelas.

A Tabiat Varlıklarını Koruma Genel Müdürlüğü, do ministério, encomendou um levantamento das anıt ağaç registadas de Manisa, concluído como relatório em 2020, e em 2021 um concurso de reabilitação e restauro cobrindo todas as anıt ağaç registadas em Manisa e Muğla, com sinalização, manutenção e trabalhos de reabilitação, um programa administrativo que abrange a vizinhança desta árvore. Não se encontrou registo de que se prense azeite da própria árvore.

Do registo público: webdosya.csb.gov.tr · dergipark.org.tr

Retrato de árvore

Anıt Zeytin de Haydarköy, Mut

Haydarköy, Mut, Mersin, Turquia · registada como anıt ağaç pela decisão 23.12.2009/5577 do conselho regional para a proteção dos bens naturais; idade registada de 1.300 anos

A árvore ergue-se logo a oeste da aldeia de Haydarköy, registada no registo provincial como Haydar Mahallesi, no distrito de Mut, em Mersin, no vale do rio Göksu, abaixo dos montes Toros. A aldeia assenta na margem oriental do Göksu, a oeste da estrada D.715, a 32 quilómetros da vila de Mut e a 137 quilómetros de Mersin, a cerca de 190 metros de altitude. A economia do distrito vive das azeitonas, dos damascos, das romãs e dos figos, sendo a olivicultura a mais antiga das culturas.

A inscrição consta do registo administrativo. O Mersin Çevre Düzeni Planı, o plano ambiental provincial, lista a árvore na sua tabela de árvores monumentais registadas na linha 7: Mersin, Mut, Haydar Mahallesi, oliveira (Olea europaea L.), idade 1.300, uma única árvore, ao abrigo de uma decisão datada de 23.12.2009 e numerada 5577. A imprensa em língua inglesa descreve a designação como obra de um conselho regional para a proteção dos bens naturais. As decisões do registo vão de 1982 a 2011, o que coloca esta inscrição de 2009 entre as mais recentes. A própria secção do plano sobre monumentos naturais define um tabiat anıtı como um elemento natural de valor científico protegido dentro dos princípios da lei dos parques nacionais, o quadro em que assenta o registo de anıt ağaç. O texto da decisão em si não foi aberto aqui.

A idade registada é de 1.300 anos. A reportagem do Hürriyet Daily News dá "cerca de 1.316 anos". O levantamento de 2025 do Aegean Geographical Journal lista a árvore com 6,30 metros de circunferência e 2,00 metros de diâmetro, com 1.300 anos estimados, e a sua legenda afirma que a árvore foi registada em 2009 e determinada como tendo 1.300 anos. O registo enciclopédico nomeia as autoridades florestais como quem fixou o valor. Não foi publicada datação de laboratório; o valor parece ser a estimativa registada no ato de inscrição, e o texto do levantamento avisa que as idades das oliveiras variam entre fontes porque os troncos são ocos e retorcidos.

As medições dividem-se entre os dois relatos. A reportagem do Hürriyet dá o diâmetro do tronco como 178 centímetros, a envergadura da copa como 7,5 metros e a altura como 5,5 metros. A circunferência de 6,30 metros do levantamento de 2025 implica um diâmetro de cerca de 2,00 metros. Os dois valores de diâmetro, 1,78 e 2,00 metros, não estão conciliados, e não está publicada altura de medição para nenhum deles.

A árvore ainda produz azeitonas em cada campanha, em outubro, quando a gente local apanha o fruto à mão. O presidente da câmara de agricultura local, Muharrem Yılmaz, disse ao Hürriyet que a árvore é um registo vivo da história agrícola da região, que a olivicultura cobre perto de 269.000 decares na zona e que a árvore "está de pé há mais de 1.300 anos, continua a dar fruto e é estimada pela comunidade". O número da câmara marca o distrito como um dos principais produtores de azeitona de Mersin. A mesma reportagem cita um responsável identificado como Çıraklı a dizer que as oliveiras são imortais se as deixarem de pé e continuam a produzir enquanto não forem cortadas.

O plano de Mersin lista mais três anıt zeytin registadas no distrito de Mut — em Çortak, 820 anos; Kurtuluş, 650 anos; e Hacısait, 435 anos —, que a reportagem do Hürriyet comprime em três oliveiras monumentais de 450 a 800 anos. O plano regista oliveiras monumentais também noutros pontos da província, entre elas uma oliveira Sarıulak em Karadiken, Tarso, com 820 anos, e uma oliveira em Keben, Silifke, com 810, e lista dois monumentos naturais, o zimbro Ana Ardıç e o cedro Koca Katran, em Çamlıyayla, ao lado de um plátano registado no centro da vila de Mut, datado de uma decisão de 1982. A mesma tabela percorre a província, de um palmeiral em Akdeniz a oliveiras, plátanos, zimbros e carvalhos em Tarso, Silifke, Gülnar e Toroslar, pelo que a árvore de Mut é uma entrada num registo à escala da província. Dentro de Mersin, a árvore de Haydarköy está registada como a mais velha das oliveiras registadas.

A alegação, repetida no registo enciclopédico, de que a árvore é a mais velha da Turquia não sobrevive ao registo académico: o levantamento de 2025 coloca a Ata Ağaç, em Milas, nos 3.200 anos e várias oliveiras de Manisa acima dos 2.000, todas à frente dos 1.300 desta árvore. Não se encontrou registo de que se prense azeite desta árvore em particular.

Do registo público: hurriyetdailynews.com · webdosya.csb.gov.tr · dergipark.org.tr · en.wikipedia.org

Retrato de árvore

Ata Ağaç (Árvore Anciã)

Milas, Muğla, Turquia · datada por luminescência (OSL/IRSL) por Şahiner, Polymeris, Atlihan, Aktürk e Meriç, Journal of Quaternary Science 35(5), 706-715, 2020; plantação atribuída há cerca de 3.000 anos

A árvore ergue-se num olival do distrito de Milas, na província de Muğla, no Egeu sudoeste da Turquia. Ata Ağaç significa árvore anciã, e o estudo que a datou situa-a entre as cidades antigas de Mileto, do lado de Didim-Aydın, e Iasos, do lado de Milas-Muğla. O tronco mede cerca de 41 pés, uns 12,5 metros, de circunferência, um tamanho que a cobertura de 2019 comparou à oliveira de Vouves, em Creta, a árvore mais vezes citada como a mais velha do mundo, com 3.000 a 4.000 anos e declarada monumento nacional grego em 1997. A compilação de 2025 do Aegean Geographical Journal regista a circunferência em 12,56 metros e o diâmetro em 4,00 metros.

O método de datação foi escolhido porque os troncos de oliveira frustram os habituais. As oliveiras velhas são em grande parte ocas, o centro apodrece e os anéis de crescimento torcem-se, pelo que nem a dendrocronologia nem o radiocarbono na madeira chegam a um primeiro anel. O Prof. Niyazi Meriç, diretor do Instituto de Ciências Nucleares da Universidade de Ancara, disse à agência Anadolu que a contagem de anéis e a datação por carbono seriam problemáticas "para a árvore de Milas, por ainda estar viva". A equipa datou antes o solo. A datação por luminescência mede a dose de radiação armazenada nos grãos de sedimento desde a última exposição à luz do sol; o relato da Newsweek, citando o Serviço Geológico dos Estados Unidos, descreve fotões libertados da radiação armazenada quando uma amostra é estimulada por luz, revelando quando o solo viu a luz do dia pela última vez. O sedimento que jaz debaixo e à volta das raízes, depositado quando a árvore foi plantada, é assim lido como a data de plantação. Meriç descreveu a recolha de solo em sete pontos diferentes da zona radicular, e o artigo apresenta o resultado como uma data indireta para o evento de plantação, um estudo-piloto e não uma medição direta da própria árvore.

O estudo foi realizado com Eren Şahiner, Georgios S. Polymeris, M. Altay Atlihan, da Universidade de Pamukkale, e Selçuk Aktürk, da Universidade Muğla Sıtkı Koçman. Foi publicado como "Indirect dating of an olive tree planting event using luminescence of the sediments lying beneath the roots of the tree: a pilot study in the south-western part of Anatolia, Turkey" no Journal of Quaternary Science, volume 35, número 5, páginas 706 a 715, em 2020. Aplicou dois protocolos, luminescência opticamente estimulada em quartzo e luminescência estimulada por infravermelhos em feldspato, e discute patamares de pré-aquecimento, estatística de doses equivalentes e taxas de dose por espectrometria gama. O resumo descreve-o como a primeira idade comunicada para uma oliveira no Mediterrâneo oriental e a primeira prova experimental de que se cultivavam oliveiras na região desde a Idade do Ferro.

O número público veio antes do artigo. Em novembro de 2019, Meriç disse à agência Anadolu e à Newsweek que a árvore tinha sido plantada há cerca de três milénios, por volta de 1000 a.C., e que a redação do artigo para uma revista internacional ainda estava em curso. Uma avaliação anterior de engenheiros agrónomos do ministério turco, baseada no tamanho do tronco, tinha posto a árvore em pelo menos 1.500 anos. A compilação de 2025 do Aegean Geographical Journal lê o resultado do mesmo estudo como 3.200 anos. O número da imprensa e o número da compilação diferem em cerca de dois séculos, um desvio que nenhuma fonte explica, e ambos são atribuições; o resultado calibrado dentro do artigo não pôde ser verificado aqui porque o texto integral está atrás de barreira de pagamento.

A cobertura de 2019 relatou que a árvore foi plantada em terreno que tinha sido um local de enterramento romano. Esse pormenor vem das notícias, não do resumo do artigo, que situa a árvore apenas entre Mileto e Iasos e nota que a datação dos sedimentos do paleocanal associado é apresentada pela primeira vez na literatura de datação.

A árvore ainda dá fruto, e as suas azeitonas vão para o lagar. Uma reportagem em língua inglesa coloca-a num olival de Hatice e Aydın Aktürk, que situam as árvores em redor entre os 100 e os 3.500 anos e comercializam uma marca, Ancient Cure 3200, batizada com a idade atribuída à árvore. A propriedade e a marca assentam nessa única reportagem. O mesmo texto regista que o operador do olival, ATA Agac, disse que o teste de luminescência não serve para determinar a idade de oliveiras; a disputa está no registo, mas por explicar.

Não foi encontrado qualquer instrumento de registo para a árvore. Aparece em compilações académicas das oliveiras monumentais da Turquia, mas não surgiu nesta pesquisa decisão de tescil, entrada em diário oficial nem entrada no registo ministerial de anıt ağaçlar, e o portal do ministério que as compilações citam, anitagaclar.gov.tr, não devolveu página alcançável.

Do registo público: newsweek.com · aa.com.tr · acikerisim.mu.edu.tr:8080 · dergipark.org.tr · honestcooking.com

Retrato de árvore

Olival de Bidnija

Bidnija, Mosta, Malta · 20 árvores veteranas; troncos amostrados datados por radiocarbono em 1450-1669 d.C.

O olival compreende vinte oliveiras veteranas perto da aldeia de Bidnija, três quilómetros a noroeste de Mosta, no norte de Malta, dentro de uma área delimitada de proteção de árvores. Todas as vinte foram podadas em cabeça a cerca de dois metros de altura, várias estão hoje deitadas ou abatidas pela idade avançada, e todas têm o centro em grande parte oco. O local é rodeado de pequenos campos e é adjacente a um promontório calcário no qual os restos de uma villa de época romana, Tal-Bidni, foram descobertos em 1912. O trabalho genético de Mazzitelli, Calleja, Sardella, Farrugia e Zammit-Mangion, publicado na Genetic Resources and Crop Evolution em 2015, concluiu que os enxertos das árvores de Bidnija são clones uns dos outros, com amostras das partes superior e inferior da copa da mesma árvore a partilhar um mesmo genótipo, o que indica não ter havido enxertia secundária no topo, e com um padrão alélico próximo de cultivares cultivadas no norte da Tunísia. As árvores são tidas como da antiga variedade indígena Bidni.

A datação é o dado mais preciso do registo do sítio e é um resultado revisto por pares. Jonathan G. A. Lageard, da Universidade Metropolitana de Manchester, Daniel Sultana, do Junior College da Universidade de Malta e da Autoridade do Ambiente e Recursos, e Francis Q. Brearley, da Universidade Metropolitana de Manchester, publicaram 'Veteran trees in an historic landscape: The Bidnija olive grove, Malta' no Journal of Archaeological Science: Reports 38 (2021) 103094. Visitaram o olival em janeiro de 2016 para o cartografar e recolher amostras. Seis árvores, numeradas T1, T5, T8, T17, T18 e T20, aparentavam conter madeira central intacta a cinco a vinte centímetros da base do tronco, e pequenas amostras de madeira foram removidas com uma serra de poda ao abrigo de uma licença especial para remoção de material biológico nos termos da Lei de Proteção Ambiental de 2001, sob supervisão da Autoridade do Ambiente e Planeamento de Malta, hoje Autoridade do Ambiente e Recursos. Amostras de dois a seis gramas seguiram para a Beta Analytic, em Miami, para pré-tratamento ácido-álcali-ácido e análise padrão de radiocarbono AMS, calibradas com OxCal 4.4.2 e IntCal20. As três amostras julgadas provenientes de junto de uma medula central devolveram 370 ± 30 BP para T8, 340 ± 30 para T20 e 270 ± 30 para T18, dentro de um intervalo calibrado a dois sigma de 1450 a 1669 d.C. Os autores situam o olival em meados ou finais da Idade Média, dos séculos XV a XVII ou pouco antes, e afirmam que as suas estimativas são termini ante quem, uma vez que as hifas fúngicas e a possibilidade de múltiplas medulas não podem ser totalmente excluídas.

A conclusão do próprio artigo é sobre o que a data desloca. Regista que o pressuposto de que as árvores são relíquias contemporâneas da paisagem romana é amplamente aceite, e expõe as provas que o sustentam: San Pawl Milqi, escavado na década de 1960, com duas prensas e vários moinhos trituradores, e Tal-Bidni, ambos nas encostas baixas da bacia de Burmarrad e que se crê representarem uma paisagem orientada para a produção de azeite para exportação e não para a necessidade local; e o núcleo de sedimento de Burmarrad, no qual uma subida do pólen de Olea por volta de 1800 cal BP é lida como o aumento da produção olivícola do período romano. A data de meados a finais da Idade Média, escrevem os autores, impede a comparação com esses registos de pólen. Acrescentam que as árvores, sendo árvores de poda em cabeça alta e não de talhadia, poderiam indicar o mesmo uso da terra até ao período romano e mais além, representando as árvores vivas uma fase relativamente recente num contínuo de replantação e gestão. Os relatos oficiais e de imprensa não acompanharam a correção: os anúncios da Ambjent Malta e da Heritage Malta de 7 de janeiro de 2021 descrevem o olival como de época romana, com árvores 'com até 1.800 anos', enquanto outra cobertura do mesmo acordo lhes chama mais de 600 anos. Ambos os números continuam a circular ao lado do intervalo de radiocarbono.

A proteção é em camadas e antiga. O artigo cita a Legislação Subsidiária 445.02, a Lista de Árvores Históricas com uma Ordem de Importância Antiquária, feita pelo Aviso do Governo 269 de 1933, como a lei que protege o bosque; o portal de legislação maltês carrega essa Ordem sob a mesma referência da ELI. O site é uma Área de Proteção de Árvores programada, uma Área de Importância Ecológica e um Site de Importância Científica, as três designações das duas entidades citadas em 2021, e está coberto pelos Regulamentos de Proteção de Árvores e Florestas, aos quais as declarações das entidades de 2021 se referem em sua forma de 2011 e que agora são as Regras de Proteção de Árvores e Florestas, 2018, Aviso Legal 258 de 2018, protegendo cerca de noventa espécies de árvores e dando à Autoridade do Meio Ambiente e Recursos seus poderes de execução e atenuação.

Em 7 de janeiro de 2021, a Ambjent Malta e a Heritage Malta assinaram um memorando de entendimento sobre o olival, anunciado por Aaron Farrugia, como ministro do ambiente, alterações climáticas e planeamento, e José Herrera, como ministro do património nacional, artes e governo local. As suas medidas: poda ocasional de ramos mortos e poda de recuperação por jardineiros qualificados da secção de arborização da Ambjent Malta, com licença da Autoridade do Ambiente e Recursos; despiste de Xylella fastidiosa, que não está presente em Malta e para a qual todas as árvores do olival testaram negativo; testes genéticos e análise de polifenóis com a Universidade de Malta; propagação das oliveiras Bidni por alporquia, fazendo enraizar plantas novas diretamente nos ramos da planta-mãe; videovigilância; prevenção de incêndios; e restauro de muros de pedra solta degradados. Um acordo separado, envolvendo a Heritage Malta, a Universidade de Malta e a Superintendência do Património Cultural, foi assinado no início de 2021 e cobre a conservação do património cultural do sítio. O acesso para a amostragem de 2016 foi facilitado pela comproprietária do local, Josephine Austad. O olival é um sítio patrimonial e não uma exploração em atividade, e não se encontrou registo de azeite prensado destas árvores.

Do registo público: doi.org · maltawildplants.com · newsbook.com.mt · independent.com.mt · legislation.mt · ecolex.org

Retrato de árvore

Oliveira de Echraf

El Haouaria, Cap Bon, governorado de Nabeul, Tunísia · reconhecida pelo Instituto da Oliveira tunisino como a oliveira mais antiga de África; idade atribuída à era fenícia

A árvore cresce em Echraf, no município de El Haouaria, na ponta norte da península de Cap Bon, no governorado de Nabeul. As dimensões publicadas são uma altura de 10 metros, ramos que se estendem por 12 metros, uma copa que cobre 220 metros quadrados e raízes que descem 21 metros. Os valores vêm da peça distribuída, nas suas versões de instituto de recordes e de imprensa, e nenhum organismo de medição é nomeado para eles.

O reconhecimento que está no registo é a alegação de que o Instituto da Oliveira tunisino (Institut de l'Olivier) reconheceu a árvore de Echraf como a oliveira mais antiga de África. O relato aparece numa peça que correu pela agência estatal tunisina e pela Saudi Press Agency, publicada pelo Gulf Herald e pelo Riyadh Daily. Não foi localizada a publicação do reconhecimento pelo próprio Instituto.

A idade é dada como mais de 2.500 anos, que os mesmos relatos atribuem à era fenícia, o período em que fenícios e, depois, cartagineses plantaram oliveiras pela Tunísia. Um relato tunisino de azeite à parte dá a mesma idade e data a plantação do período púnico. O valor é uma atribuição, não uma medição datada; não foi publicada em nenhuma fonte aberta data de carbono nem contagem de anéis para a árvore.

O azeite da árvore tem um sabor marcado a amêndoa, ponto em que os relatos de portais e de imprensa coincidem, descrevendo-o como um produto local estimado.

A produção caiu. A peça distribuída relata que há quinze anos a árvore dava cerca de 600 quilos de azeite, que no ano passado deu 250 e que nalguns anos não dá azeitona nenhuma, com a queda imputada à seca e a um clima em mudança. Estes números vêm de uma única peça de agência.

A detentora anterior da alegação de mais antiga de África era a árvore de Akkarit, em Douiret, no sul, posta em cerca de 900 anos nos mesmos relatos; a árvore de Echraf destronou-a na versão dos portais. Não foi encontrado qualquer instrumento de proteção para a árvore de Echraf — nenhuma decisão ministerial, referência de diário oficial ou número de registo —, e os esforços de preservação que os relatos descrevem continuam locais e voluntários.

Do registo público: thegulfherald.com · alriyadhdaily.com · olyfo.com

Retrato de árvore

Velhos olivais da Geórgia (Monte Urta, Hetta, Tsapshchi)

Região de Zugdidi, Geórgia · idades de ~200-250 anos atribuídas via literatura da era soviética, relatadas em segunda mão; sem instrumento de proteção

A Geórgia não tem uma oliveira antiga icónica no sentido das árvores com nome do Mediterrâneo. O seu registo é de olivais velhos, não de um espécime-marco único, e os números que lhes andam associados são magros e em segunda mão. A linha de semente deste retrato apontava para o monte Urta e para as aldeias de Hetta e Tsapshchi, na região de Zugdidi.

As idades no registo para essas árvores são de 200 a 250 anos, e chegam a este retrato por um único canal. O site noticioso espanhol Olive Press, ao cobrir em 2019 um renascimento oleícola georgiano, afirma que as oliveiras do monte Urta estão registadas com até 250 anos e que as árvores de Hetta e Tsapshchi são estimadas em 200 a 250 anos, citando literatura científica da era soviética "dos anos 40 a meados dos anos 80". Nenhuma fonte soviética é nomeada, e nenhuma foi aberta.

Uma fonte académica georgiana confirma a presença histórica sem as idades. Nino Orjonikidze e Nino Liparteliani, da Universidade Estatal de Ensino de Gori, escrevendo sobre investimentos na produção oleícola georgiana, afirmam que as oliveiras se espalham, junto com loureiros, pelo monte Urta, e que a cultura da oliveira foi estabelecida na Geórgia por monges em Novo Athos, em 1879, com uma grande plantação mais tarde convertida em quinta soviética. Registam que as azeitonas abundavam em Tbilissi no fim do século XIX e no início do XX, quando se colhiam 60 a 78 toneladas de fruto por ano, e que depois de 1927 a produção de azeitona foi reatribuída pelo Estado central ao Azerbaijão e ao Turquemenistão. As velhas variedades georgianas, incluindo a variedade de azeite "Tbilisuri", sobrevivem, escrevem, apenas como árvores isoladas.

A condição moderna confirma-o. Os mesmos autores notam que as velhas variedades em grande parte já não existem ou sobrevivem apenas como árvores individuais, e que as novas plantações se fazem sobretudo com plantas importadas da Turquia. A reportagem de 2019 do Olive Press descreve a plantação de 20.000 pés de oliveira no leste da Geórgia em 2010 como parte de um renascimento, e cita a chef georgiana Tekuna Gachechiladze a dizer que houve um tempo em que as oliveiras cresciam naturalmente na Geórgia.

O que falta ao registo é o que este retrato costuma trazer. Nenhuma árvore individual em Urta, Hetta ou Tsapshchi é nomeada em qualquer fonte aberta. Não se encontraram medições de nenhuma oliveira georgiana, nem instrumento de proteção, nem entrada de registo, nem laboratório ou levantamento nomeado por detrás dos valores de idade. A idade de 200 a 250 anos fica como atribuição em segunda mão a uma literatura que não foi examinada.

Do registo público: theolivepress.es · dpublication.com

Retrato de árvore

Gerontoelia st' Adisarou (Throuba Naxou)

Adisarou, Damarionas, Naxos, Grécia · diâmetro do tronco 10,8 m, perímetro 29 m; genoma inteiro sequenciado como 'Throuba Naxou'

A árvore ergue-se em Vrysi t' Adisarou, perto de Damarionas, em Naxos, abaixo do castelo bizantino de Apaliros, junto à fonte que dá o nome ao lugar, entre plátanos altos e perto de uma pequena capela de Santo Isidoro que os relatos de Naxos situam em cerca de quinhentos anos. O tronco principal perdeu-se com o tempo e dividiu-se em muitos braços. Os números publicados para ela são um diâmetro de tronco de 10,8 metros e um perímetro de 29 metros, suficientemente grande para que os visitantes se metam dentro do tronco para a fotografia. Nenhum organismo de medição é nomeado para nenhum dos valores. A variedade é dada localmente como throumpolia do Egeu.

A alegação de idade e a estimativa de idade na literatura são duas coisas diferentes. O agrónomo e investigador Giorgos Kostelenos, que deu a árvore a conhecer, parte de um crescimento radial assumido de um milímetro por ano e nessa base estima 5.000 a 6.000 anos, apresentando-a como uma árvore pré-minoica e provavelmente a oliveira mais antiga do mundo. Esse método é dele, e nenhuma datação laboratorial da árvore foi publicada. Os dois artigos revistos por pares que nomeiam a árvore trazem um valor mais baixo, e trazem-no como estimativa e não como resultado. Tourvas e colegas, escrevendo na Frontiers in Genetics a 4 de dezembro de 2023, descrevem 'a oliveira monumental Throuba Naxou, com mais de 3.000 anos' e 'uma árvore monumental da ilha de Naxos com uma idade estimada em mais de 3.000 anos'. A imprensa de Naxos repete 5.000 a 6.000, e a linha de catálogo traz uma alegação de mais de 5.000. Nenhum destes valores é uma medição datada.

O que o trabalho revisto por pares estabelece é genético. Tourvas, Ganopoulos, Koubouris, Kostelenos, Manthos, Bazakos, Stournaras, Molassiotis e Aravanopoulos, trabalhando entre a Universidade Aristóteles de Tessalónica, a Organização Agrícola Helénica ELGO-DIMITRA e o Instituto Max Planck de Investigação em Melhoramento de Plantas, genotiparam a árvore com dez marcadores SSR. 'Throuba Naxou' revelou partilhar um genótipo multilocus contraído idêntico ao do clone comercialmente disponível 'Throuba' e ao da amostra de referência 'Throubolia', agrupando-se com uma amostra presumivelmente brava da Grécia central e duas amostras cultivadas de Icária. Os autores escrevem que a correspondência do perfil genético de 'Throuba Naxou' com a cultivar 'Throubolia', juntamente com um episódio detetado de passagem de genes do acervo bravo para o acervo cultivado, são indícios que sustentam o papel hipotético da região grega como foco da evolução da oleicultura. A mesma árvore foi incluída num rastreio de genoma completo de 89 genótipos de oliveira de toda a bacia do Mediterrâneo, publicado por Bazakos e colegas no The Plant Journal em 2023, ali examinada para caracterizar a possível origem e as rotas de domesticação da oliveira.

Nenhuma designação a protege. No dia 14 de maio de 2018, o Município de Naxos e Pequenas Cíclades realizou um evento no Teatro Municipal Iakovos Kampanellis no qual Kostelenos apresentou a árvore, tendo examinado um rebento dela e concluído que toda a árvore é cultivada e não brava, o que leu como prova de antigo conhecimento de enxertia. Citou caroços de azeitona da zona datados de 1500 a.C. e identificados com achados da Creta pré-minoica, uma correspondência que ele relata, sem referência de escavação publicada. O presidente da câmara, Manolis Margaritis, pediu-lhe um capítulo para um volume municipal sobre os monumentos da ilha e estacas para plantar em pontos visíveis da ilha, e o município declarou a intenção de trabalhar com os organismos competentes na certificação e promoção, de avaliar o estado da árvore e de tomar as medidas de conservação necessárias para travar a sua deterioração. Desde então não surgiu nenhuma designação, decisão ou entrada de registo. Nenhum proprietário é nomeado, e não se encontrou registo de azeite prensado da árvore.

Do registo público: pmc.ncbi.nlm.nih.gov · frontiersin.org · naxostimes.gr

Retrato de árvore

Mastrinka (Velha Oliveira de Kaštel Štafilić)

Kaštel Štafilić, Kaštela, Split-Dalmácia, Croácia · monumento natural botânico, decisão da assembleia municipal de Kaštela de 1990; listagem no plano de ordenamento da Cidade de Kaštela

A árvore ergue-se no pátio do jardim de infância "Maslina", em Kaštel Štafilić, uma das sete povoações costeiras que compõem a Cidade de Kaštela, no condado de Split-Dalmácia, na costa entre Split e Trogir. Localmente chamam-lhe Mastrinka, a "kaštelanka mais velha". A direção de turismo de Split-Dalmácia e o portal municipal de Kaštela descrevem-na ambos como um monumento excecional da natureza. O tronco tem um perímetro de seis metros, a copa um diâmetro de vinte e dois metros, e a altura é dada como dez metros; nenhum organismo de medição é nomeado para nenhum destes valores.

O sistema radicular é o traço que as fontes destacam. A árvore não tem uma raiz mestra única; desenvolveu-se antes um sistema de raízes por uma área de cerca de cem metros, uma configuração descrita nos mesmos termos pelo portal de Kaštela e pela direção de turismo. A variedade é uma cultivar de azeite, uljarica, de folha pequena e fruto pequeno. Os mesmos relatos dizem que não resta hoje na região alargada nenhuma árvore desta variedade, e presumem que a semente veio do sul de Itália ou da Grécia na antiguidade. O portal de Kaštela põe o terreno da plantação no seu quadro romano: a terra entre Salona e Tragurium era cultivada no século I d.C., foi dividida por soldados veteranos sob o imperador Cláudio, e o artigo sugere que veteranos romanos podem ter levado semente de oliveira para a povoação de Siculi, perto da atual Resnik.

A idade é trazida por todos os relatos e atribuída por nenhum. A direção de turismo, o portal de Kaštela e a Skrivena Dalmacija afirmam todos que a árvore tem mais de 1.500 anos, e o artigo de 2004 do portal de Kaštela repete "mais de 1500 anos". Nenhuma fonte nomeia quem fez a estimativa nem por que método, e nenhuma instituição trata o valor como assente. Os correios croatas fixaram o número redondo no registo filatélico a 20 de abril de 2001, com a emissão de um selo comemorativo, marca número 391, chamado "15 séculos da oliveira em Kaštel Štafilić".

A proteção está registada duas vezes, uma como acontecimento e outra no processo de ordenamento. O portal de Kaštela regista que a árvore foi declarada monumento da natureza, spomenik prirode, por decisão da assembleia municipal de Kaštela em 1990. O plano de ordenamento da Cidade de Kaštela, o prostorni plan uređenja Grada Kaštela nas suas terceiras alterações, lista "Stara maslina u dječjem vrtiću u Kaštel Štafiliću", a velha oliveira no jardim de infância, entre os monumentos naturais botânicos da cidade, ao abrigo da Lei de Proteção da Natureza NN 80/13, com o Bioportal nacional dado como fonte do mapa. O número da decisão de 1990 e o seu texto em diário oficial não foram localizados.

A árvore tem sido tratada como um doente. O portal de Kaštela descreve o tronco danificado, a parte central morta, uma cavidade, com a seiva a correr pela camada exterior da casca, que também resguarda o suporte interior, e a copa superior enfraquecida e doente. Foi preparado um projeto de reabilitação e revitalização, e o tratamento tem sido feito em cooperação com o Instituto de Culturas Adriáticas, o Institut za jadranske kulture. O mesmo artigo regista a árvore, no pátio do jardim de infância, na propriedade da família Perišić.

A apresentação da árvore passa pela Skrivena Dalmacija, a Dalmácia Escondida, que opera percursos educativos e escolas na natureza sob o nome "Old Olive Tree", a partir de um centro de visitantes em sv. Nikole Tavelića 1, em Dugopolje. A sua página sobre a árvore traz uma secção chamada "Interpretation infrastructure of Old olive tree", e o projeto europeu "Hidden Habitats" aparece na navegação da organização. A oficina construída em torno da árvore, "A oliveira, sua majestade", ensina às crianças as lendas ligadas à Mastrinka e a fazer sabão.

Não há no registo nenhum produto comercial engarrafado da árvore. O relato da Skrivena Dalmacija descreve a árvore a presentear quem cuida dela com "puro azeite dourado" em troca dos cuidados, um arranjo informal. O tronco está fendido e parcialmente oco, e as fontes concordam que todas as partes da árvore continuam vivas.

Do registo público: dalmatia.hr · web.archive.org · skrivenadalmacija.hr · kastela.hr

Retrato de árvore

Oliveira Mãe de Kalamata (Mana Elia)

Kalamata, Messínia, Grécia · Monumento Preservado da Natureza, decisão do Ministério da Agricultura 200995/7950/1979, publicada no diário oficial 121/τ.Δ/1980

A árvore situa-se dentro da cidade de Kalamata, na Rua Lakonikis, 85, enchendo o pátio do que era o Centro de Educação Agrícola (KEGE) e é agora o Instituto de Oliveira, Plantações Subtropical e Viticultura de ELGO-DIMITRA, em N 37.039298, E 22.120737 e cerca de 14 metros acima do nível do mar. Seu tronco tem um perímetro de 8,97 metros e um diâmetro de aproximadamente 3 metros. A 2,5 metros o tronco divide-se em seis braços espessos, dos quais o sexto já não existe, tendo caído em mau tempo em 1997, e as pontas dos ramos chegam a 12 metros acima do solo. É uma árvore representativa da variedade 'Aetonycholia Kalamon', considerada a planta-mãe da cultivar 'Kalamon', com folhas grandes e uma grande fruta ovóide alongada que recorda uma amêndoa ou uma baga de uva, o 'aetonychi' ou garra de águia a partir da qual a variedade toma o seu nome.

A idade foi revista em alta uma vez, com registo. A estimativa de trabalho tinha sido de 800 anos. A investigação do Dr. Panagiotis Bazigos, engenheiro florestal e Diretor-Geral da Região do Peloponeso, com base em duas amostras de sonda que colheu durante uma inspeção realizada em 23 de agosto de 2001, deu uma idade aproximada de 1.733 anos, o que colocaria a plantação por volta do século IV d.C. Bazigos escreveu também que, na ausência de atos violentos ou de obstáculos ao seu crescimento, a árvore poderia viver ainda muitos séculos e, teoricamente, permanecer imortal. Os anúncios municipais e da ELGO-DIMITRA usam agora os 1.700 anos arredondados. Uma reportagem da emissora pública traz ainda outro número, 1.500 anos, atribuído ao geólogo e biotecnólogo Panagiotis Katsaris. O próprio painel de dados do Messinia Live sobre a árvore dá o intervalo como aproximadamente 850 a 2.000 anos. Cada um destes valores é uma atribuição; não existe número acordado.

A proteção é a parte mais firme do registo. A árvore foi declarada Monumento Preservado da Natureza em 1980, pela decisão n.º 200995/7950/1979 do Ministério da Agricultura, publicada como decreto 121/τ.Δ/1980. Um relato do mesmo ato data o diário oficial de 21 de fevereiro de 1980 e descreve a árvore como designada simultaneamente como árvore centenária e como representante da variedade de azeitona Kalamata. O texto primário do diário oficial não foi aberto aqui.

A história que lhe anda associada vem da mesma reportagem da emissora, por Katsaris: que quando Ibrahim invadiu o Peloponeso em 1826 queimou as searas e arrancou as árvores de fruto e as oliveiras, que só esta árvore saiu intacta, e que depois da libertação os habitantes tiraram-lhe estacas para replantar, estabelecendo assim a variedade. A reportagem acrescenta que continuam a fornecer-se estacas dela para todos os continentes.

O Município de Kalamata e a ELGO-DIMITRA abrem agora em conjunto a árvore e o campo de demonstração 'Mana Elia' que a rodeia. O campo alberga uma coleção de 20 das mais significativas e raras variedades gregas de oliveira, sendo o Instituto da Oliveira, Culturas Subtropicais e Viticultura o Conservador Nacional das variedades arbóreas importantes na Grécia. O trabalho de apresentação da árvore foi realizado com o financiamento da Fundação Captain Vasilis & Carmen Konstantakopoulou e o apoio do município. Realizou-se uma jornada de portas abertas para o Dia Mundial da Oliveira, a 26 de novembro, com provas conduzidas pelo painel do instituto, e o local foi aberto a visitantes nas manhãs de dias úteis de 2 de julho a 31 de agosto de 2026. Não se encontrou registo de azeite prensado da própria árvore.

Do registo público: ertnews.gr · messinialive.gr · olivenews.gr · pna.gr · tharrosnews.gr

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Velha Oliveira Kaninjot de Kanina

Kanina (Kanine), perto de Vlorë, Albânia · nenhum instrumento de proteção localizado; idade de catálogo de c. 1.200 anos não rastreável até uma fonte aberta

Kanina, também escrita Kanine, é uma aldeia numa colina sobre a baía de Vlorë, no sudoeste da Albânia. O seu nome anda ligado à variedade de oliveira cultivada em redor. A cultivar Kalinjot, também escrita Kaninjot, é descrita num estudo de 2025 no Italian Journal of Food Science como a cultivar autóctone mais importante da Albânia e como se crendo originária da aldeia de Kanina, na região de Vlora, alegação que o estudo atribui a Ismaili (2017). A velha árvore Kaninjot que o catálogo nomeia em Kanina pertence a esta mesma variedade e região.

A cultivar domina a superfície oleícola do país. "Administration of biodiversity of the autochthonous olive trees in Albania", de Dodona, Ismaili, Cimato, Imeri e Vorpsi, publicado no Research Journal of Agricultural Science 42 (2) em 2010, regista que a variedade mais popular, a Kalinjot, cobre 45 por cento da área oleícola total. O mesmo artigo lista as "oliveiras antigas da região de Vlora (Kanine, Bestrove, Narte, Panaja, Trevllazer, Dhermi, Himare, Palase, Qeparo, Borsh)" entre os principais centros de diversidade oleícola da Albânia, ao lado da lista da região de Tirana, e relata que a análise RAPD de 22 cultivares albanesas sustenta a origem autóctone das oliveiras do país.

O estudo de 2025 do Italian Journal of Food Science caracteriza dois azeites virgem extra monovarietais de Kalinjot e confirma a cultivar como a mais comum do país. Ambas as amostras cumpriram as normas de qualidade da UE para acidez livre, índice de peróxidos e coeficientes de extinção, e o estudo conclui que o azeite monovarietal tem potencial para uma indicação geográfica protegida.

A idade de catálogo de cerca de 1.200 anos para a árvore de Kanina, atribuída a análises morfológicas e moleculares num artigo de conferência, não pôde ser rastreada até uma fonte aberta. Os repositórios que guardavam o estudo morfométrico de base estavam fora de linha quando verificados: a página do centro iraniano de citação científica para "Determining the Age of Olive Trees through Morphometric Methods" e o site de descarga do IJAIR não responderam. O que está no registo é a existência do método. O estudo, de Hairi Ismaili, da Universidade Agrícola de Tirana, e Zaim Veshaj, modelou em 2014 o crescimento do tronco e do colo para as cultivares Kaninjot e Ulli i Bardhë; um estudo posterior na revista turca Arkeoloji Bilimleri Dergisi cita a sua conclusão de que o crescimento em circunferência aumenta com a idade enquanto o espessamento anual diminui, e o seu uso do colo como principal órgão regenerativo da árvore.

A antiguidade da olivicultura em torno de Kanina assenta noutro tipo de registo. "Olive and Olive Oil in Albania, From Antiquity Until the Middle Ages", de Suela Xhyheri, apresentado no ICRAE2014, afirma que para os períodos mais recuados na Albânia as fontes faltam e que os dados da antiguidade, vindos sobretudo das cidades arqueológicas, pertencem sobretudo a caroços de azeitona e a vasilhas de armazenamento e transporte de azeite. O mesmo artigo situa a produção escavada mais tarde: há lagares de azeite registados no complexo episcopal de Byllis, na igreja de São Miguel em Kostar, no mosteiro de Kamenos, em Delvinë, na igreja n.º 7 de Kamenicë, na igreja de Santa Maria em Sinjë e no mosteiro de Ardenica, e os melhores exemplos medievais vêm da aldeia de Kamenicë, onde se conservam cinco lagares de azeite, um deles pertencente à igreja n.º 7. A alegação de que provas de lagar ou de vasilha datam a transformação de azeitona albanesa do século VI a.C. não é sustentada por esta fonte.

Nenhuma fonte aberta descreve a velha árvore Kaninjot concreta de Kanina, as suas medidas, o seu estado ou qualquer instrumento de proteção. O retrato assenta por isso no registo da cultivar e na presença oleícola antiga documentada da região, com a própria árvore sustentada apenas pelo catálogo.

Do registo público: rjas.ro · konferenca.unishk.edu.al · itjfs.com · arkeolojibilimleridergisi.org

Retrato de árvore

Velha Oliveira de Brijuni (Brijunka)

Veliki Brijun, Parque Nacional de Brijuni, Ístria, Croácia · atribuição por C-14 de c. 1.600 anos pelo Instituto Ruđer Bošković (anos 1960), por conciliar com amostras modernas de 14C

A árvore ergue-se em Veliki Brijun, a maior ilha do arquipélago de Brijuni, ao largo da costa da Ístria, dentro do parque nacional que toma o nome das ilhas. As páginas de flora do parque registam-na como Olea europaea e descrevem-na como uma das oliveiras mais velhas do Mediterrâneo. A projeção da copa é dada como 22 por 8 metros e a altura como 6 metros.

O parque atribui a idade a uma instituição nomeada e a um método nomeado. Investigação feita sobre amostras desta árvore pelo Instituto Ruđer Bošković, em Zagreb, nos anos 1960, aplicando o isótopo radioativo carbono-14 a uma amostra de madeira tirada do tronco, mostrou que a árvore teria cerca de 1.600 anos. O próprio estudo dos anos 1960 não foi aberto aqui; o relato é o do parque.

O mesmo instituto traz agora um conjunto diferente de números para a mesma árvore. Numa apresentação de Ines Krajcar Bronić no ISRP-14, em Córdova, em 2018, cinco amostras da oliveira de Brijuni aparecem listadas com idades convencionais de radiocarbono de 150±20, 130±20, 110±20 e 105±20 BP, calibrando para intervalos dentro de 1675-1942 d.C., e uma amostra moderna com 126,3±0,3 pMC datada de 1980-1981. A apresentação nota que as oliveiras não formam anéis anuais claros, que a madeira mais central está com frequência apodrecida e que a datação direta da árvore por contagem de anéis ou por radiocarbono da medula não pode ser feita; acrescenta que a madeira interior de oliveiras vivas não tem, em geral, sido datada como mais velha do que 200-300 anos. O valor de 1.600 anos do parque e estes resultados não estão conciliados em lado nenhum.

O dano registado da árvore é uma tempestade. Durante uma tempestade nos anos 1970 a oliveira abriu-se ao meio, e as feridas foram preservadas com betão, na altura um método corrente em arboricultura. A árvore ainda dá fruto: nos três anos registados pelo parque, apanharam-se azeitonas em cada outubro, uma média de 30 quilos por ano, e essa quantidade rendeu em média 4,1 quilos de azeite virgem extra. Os componentes químicos do azeite foram testados no laboratório do Instituto de Saúde Pública, em Pula; a melhor análise mostrou 0,11% de ácidos gordos não saturados e um índice de peróxidos de 1,95.

Um estudo de 2010 tratou a árvore como indivíduo com nome. Miljković, Žužić, Pucci, Baldoni, Mariotti e Cultrera publicaram "Molecular characterization of an ancient Olea europaea tree located on the Brijuni islands (Croatia) by SSR markers analysis" na Pomologia Croatica 16 (1-2), páginas 3-12. O resumo descreve "a 1600 years old olive tree" e relata medições de frutos e folhas feitas na árvore, chamada Brijunka, e na cultivar istriana padrão Buga (Buža).

Em 2017 a árvore e os seus olivais tornaram-se objeto de um projeto de marca. Foi concebido pelo Parque Nacional de Brijuni, pela Faculdade de Agricultura de Zagreb, pela fábrica de azeite Palunko, em Fažana, e pelo Setor de Energia e Proteção do Ambiente da Câmara de Economia croata. O objetivo, como declararam representantes do parque, era apurar o estado e a idade dos olivais de Brijuni e de Fažana e, a prazo, criar a marca do azeite de Brijuni. O primeiro grupo de investigação foi às ilhas a 3 de novembro de 2017: cerca de trinta participantes, entre eles cientistas, estudantes, jornalistas e público, recolheram amostras de fruto das quinze árvores mais velhas, e consultores científicos do Instituto Ruđer Bošković amostraram as oliveiras mais velhas de Brijuni, de Fažana e de Valbadon para lhes apurar a idade. Uma produtora, a Nove boje medija, filmou um documentário que foi apresentado no Parlamento Europeu, em Bruxelas, no início de 2018. Não foi confirmado nenhum resultado sob a forma de produto à venda.

Do registo público: np-brijuni.hr · web.archive.org · fulir.irb.hr · hrcak.srce.hr · editorial.total-croatia-news.com

Retrato de árvore

Oliveira de Azorias (Kavousi)

Kavousi, Ierapetra, Lasithi, Creta, Grécia · circunferência do tronco de 14,20 m a 0,8 m e de 22,10 m na base; declarada Monumental pela SEDIK

A árvore ergue-se a cerca de um quilómetro a sul da aldeia de Kavousi, na localidade de Azoria, na estrada para a povoação de Avgo, no distrito local de Kavousi, no Município de Ierapetra, e muito perto do sítio arqueológico do mesmo nome. O registo da Associação dos Municípios Olivícolas de Creta dá a sua posição como N 35° 06.908′, E 25° 51.651′, a 252 metros. As suas medições estão registadas a duas alturas: a 0,8 metros acima do solo, o tronco tem um diâmetro máximo de 4,95 metros e um perímetro de 14,20 metros, e na base um diâmetro máximo de 7,10 metros e um perímetro de 22,10 metros. A página do município arredonda o primeiro diâmetro para 4,9 metros. A associação regista um levantamento completo das características e do estado da árvore realizado em 2004. É da variedade mastoeidis, chamada localmente mouratolia ou mouratoelia, enxertada num porta-enxerto de zambujeiro, e em 2008 pertencia a Georgios Grammatikakis.

A alegação de idade é do município e é invulgarmente específica. Com base no método dos anéis anuais, afirma o Município de Ierapetra, calcula-se que a árvore foi plantada no período de 1350 a 1100 a.C. O município vai mais longe na sua própria página, chamando à árvore monumento natural, a oliveira mais antiga do mundo e, por estar enxertada em porta-enxerto bravo, o exemplo mais antigo de enxertia no mundo. Nem a contagem de anéis, nem o seu autor, nem a sua margem foram publicados. As contagens de anéis em troncos ocos de oliveira não são tratadas como fixando uma idade na Grécia, e nenhuma oliveira grega tem uma idade cientificamente aceite. As datas de 1350 a 500 a.C. que aparecem ao lado da árvore pertencem às povoações vizinhas, não a ela.

A designação é um ato de uma associação, não do Estado. A Associação dos Municípios Olivícolas de Creta (SEDIK) declarou a árvore Monumental com dois fundamentos declarados: as grandes dimensões do seu tronco e a sua posição perto das antigas povoações de Vrontas, Kastro e Azorias, das fases do Minoico Tardio IIIC ao Arcaico, onde foram encontrados numerosos vasos e utensílios de prensagem de azeitona. Não surgiu nenhuma decisão ministerial, decisão regional ou entrada em diário oficial para a árvore.

Um acontecimento fixa-a no registo público. Em 2004, na sequência de uma proposta de moradores da zona e do Município de Ierapetra, foi decidido que a primeira vencedora da maratona feminina dos Jogos Olímpicos de Atenas 2004 seria coroada com uma grinalda cortada desta árvore. A grinalda foi cortada numa cerimónia especial, com a presença de representantes das autoridades, da Igreja e de uma multidão de gente local. A página de registo da SEDIK sobre a árvore regista que foi cofinanciada pelo Estado grego em 25 % e pela União Europeia através do FEDER. Não se encontrou registo de azeite prensado da árvore.

Do registo público: ierapetra.gr · polelia.sedik.gr

Retrato de árvore

Oliveira de Santo Agostinho (Tagaste)

Souk Ahras, Argélia · listada como "olivier séculaire Saint Augustin" no plano diretor de Souk Ahras (SDATW, versão final 02/2016); lenda datada da era de Agostinho, século IV d.C.

A árvore ergue-se na colina de Sidi Messaoud, em Souk Ahras, no nordeste da Argélia, a cidade moderna que cobre os restos soterrados de Tagaste, a povoação númida onde Agostinho nasceu em 354. O próprio plano diretor da cidade, o Schéma Directeur d'Aménagement da wilaya, fechado na sua forma final em fevereiro de 2016, lista "l'olivier séculaire Saint Augustin" entre os sítios patrimoniais da wilaya, data-a da era romana e regista que atrai visitantes estrangeiros à cidade.

A tradição que lhe anda ligada é que Agostinho meditava debaixo da árvore, e algumas versões dizem que a plantou ele próprio. Uma peça da Catholic News Agency, distribuída por vários sites, relata a lenda e coloca a árvore no centro da cidade. É uma lenda em sentido estrito: nenhuma fonte contemporânea ou antiga liga Agostinho a qualquer oliveira concreta de Tagaste, e nada nos seus escritos nomeia uma.

A avaliação académica está no registo, e despacha o assunto com afeto. James J. O'Donnell, estudioso de Agostinho e bibliotecário universitário na Universidade Estadual do Arizona, disse à CNA que a alegação é "inteiramente improvável, mas encantadora". Não se encontrou outra avaliação académica da autenticidade ou da idade da árvore.

A própria Tagaste desapareceu. A peça da CNA nota que a maior parte dos vestígios da cidade antiga se perdeu com séculos de guerra e de erosão, e que a moderna Souk Ahras assenta sobre a povoação soterrada. O antigo bispado sobrevive apenas em forma titular, na posse de um núncio apostólico em funções. É contra esse fundo que a árvore importa: é uma das poucas coisas tangíveis em Souk Ahras que um visitante pode ligar ao filho mais famoso da cidade.

Peregrinos e visitantes continuam a vir. A mesma peça da CNA diz que os peregrinos visitam regularmente o local pela ligação ao bispo, sem deixar de notar a incerteza histórica. O plano diretor regista a árvore como um dos sítios mais frequentados da wilaya, a par dos vestígios arqueológicos de Madaure e Khemissa, e como significativa para os visitantes estrangeiros em particular.

A árvore é tratada como um monumento. Um relato de uma visita a Tagaste no blogue Terrae Transmarinae descreve placas ao lado da árvore a lembrar Agostinho em quatro línguas — tamazight, árabe, francês e inglês — e uma capela construída ao lado. O mesmo relato refere uma prática popular local ligada à árvore: pais muçulmanos terão enterrado à sua volta os prepúcios dos filhos recém-nascidos para que os rapazes crescessem "tão sábios como Agostinho", um pormenor que o autor lê como medida do apreço da região por Agostinho. Não se encontrou em nenhuma fonte aberta registo botânico da árvore — nenhuma medição, nenhuma datação, nenhuma variedade.

O valor de idade que anda agarrado à árvore é lendário. Os 1.700 anos que aparecem nos títulos são o intervalo desde a vida do próprio Agostinho; datam uma tradição, e nenhuma medição da árvore os sustenta. A árvore não produz azeite em nenhum registo encontrado, e a sua identificação como a oliveira de Agostinho assenta inteiramente na tradição local.

Do registo público: worldcatholicnews.com · terraetransmarinae.com · al24news.dz · souk-ahras.mta.gov.dz

Retrato de árvore

Olivera de les Quatre Potes (Olivo de las cuatro patas)

Canet lo Roig, Castellón, Espanha · inventário Sénia n.º 2.296, tronco 5,70 m; AEMO Mejor Olivo Monumental de España 2016

A árvore encontra-se no paraje de Rajos, em Canet lo Roig, no Baix Maestrat. O documento de decisão da AEMO de 2016 regista-a como inventariada com o número 2.296 no Inventario de Olivos Milenarios del Territorio del Senia, com uma circunferência de tronco de 5,70 metros, da variedade Farga, numa planície atravessada por cursos de água ao longo dos quais passava a Via Augusta romana, e "escoltado por más de 200 olivos también monumentales" que em conjunto formam a partida de Rajos. Canet lo Roig detém o maior número de oliveiras milenares de todos os municípios da Comunidade Valenciana: 1.131 registadas em 2019, apresentadas aos visitantes através de três áreas sinalizadas e de um trilho pedestre marcado.

A idade é devolvida diretamente a quem a reivindica, na própria formulação da AEMO: "sus mentores le estiman una edad aproximada de 1.100 años". Não foi feito qualquer estudo de datação desta árvore. Duas das suas vizinhas no mesmo município foram datadas pela Universidad Politécnica de Madrid — a número 2.767, à entrada da localidade, do ano 569, e a número 2.814, de 527 —, mas a número 2.296 não está entre elas.

O júri reuniu-se em Córdova a 29 de abril de 2016 e atribuiu a décima edição do Premio AEMO al Mejor Olivo Monumental de España. Valorizou "la probada longevidad del ejemplar, certificada por su perímetro de tronco", a par do aspeto de uma árvore que, erguendo-se sobre as suas quatro patas, parece emergir do solo girando sobre si mesma. A candidatura foi apresentada conjuntamente por Xavi Capafons, o proprietário, María Teresa Adell, gestora da Mancomunitat Taula del Sénia, e María Ángeles Pallarés, presidente da câmara de Canet lo Roig. A AEMO regista que o prémio desse ano foi patrocinado pela GEA-Westfalia Separator.

O mesmo documento de decisão contém a única peça de história humana da árvore, e assinala-a como testemunho e não como facto. Segundo o relato do avô do atual proprietário, depois da Guerra Civil um dos guerrilheiros que tinha descido de "les moles de Xert" enquanto fugia da Guardia Civil escondeu-se dentro do tronco oco desta oliveira, não foi encontrado e pôde assim regressar aos montes com os seus companheiros. Nada mais o corrobora.

Chega-se à árvore a partir do SL-CV 58, registado na Federació d'Esports de Muntanya i Escalada de la Comunitat Valenciana como "Ruta de los Olivos Milenarios", um percurso circular de 5,90 quilómetros em Canet lo Roig promovido pela câmara municipal, homologado a 15 de dezembro de 2012 e com a última verificação de qualidade em outubro de 2023; um desvio de 800 metros a partir do percurso conduz à própria árvore. A sua situação jurídica é mais frágil do que a das árvores maiores do território. O artigo 4.º da Lei valenciana 4/2006, de 19 de maio, fixa o limiar de proteção genérica em seis metros de circunferência de tronco medido a 1,30 metros da base, ou 350 anos de idade; com 5,70 metros, o tronco fica abaixo do limiar de dimensão, a idade nunca foi estabelecida por estudo e não foi localizada qualquer declaração expressa ou entrada de catálogo para a árvore.

Do registo público: aemo.es · oliveresmillenaries.com · oliveresmillenaries.com · senders.femecv.com · boe.es

Retrato de árvore

Olivo de las parejas

la Jana, Castellón, Espanha · Museo Pou del Mas, árvore n.º 106, tronco com mais de 6,60 m; AEMO Mejor Olivo Monumental de España 2014

A árvore encontra-se dentro do Museo Natural de Olivos Milenarios Pou del Mas, na propriedade Pou del Mas, em la Jana, no Baix Maestrat, que concentra 21 oliveiras milenares em menos de um hectare. O museu apresenta-a como árvore número 106, uma das nove paragens sinalizadas concebidas para serem seguidas por ordem, de um a nove, e confirma-a como a vencedora do prémio AEMO. A estrada de acesso à propriedade coincide com o traçado da Via Augusta romana, e está previsto um percurso de 300 metros para visitantes com mobilidade reduzida. La Jana tem 970 oliveiras milenares num território municipal de 19,5 quilómetros quadrados.

O documento de decisão da AEMO de 28 de abril de 2014 atribuiu-lhe o VIII Premio al Mejor Olivo Monumental de España. Regista a árvore como da variedade Farga, "pudiéndose datar su origen hace 1.500 años", com um tronco dividido em dois a partir da mesma união, cujas grossas veias retorcidas e rebentos o júri qualificou de obra de arte viva em evolução contínua, uma base proeminente que se ergue do solo, um perímetro superior a 6,60 metros e um estado ótimo de conservação, com uma área foliar sã e frutífera. O documento situa-a no museu Pou del Mas "junto con otros 20 árboles que son también olivos milenarios". O valor de 1.500 anos é do próprio júri, apresentado sem instituição nem método de datação, e o documento não indica a altura a que o perímetro foi medido.

Não foi publicado qualquer estudo laboratorial para a número 106, e o registo das datações do Sénia sugere porquê. O resumo do Ministerio de Cultura sobre o projeto da Mancomunitat Taula del Sénia relativo às oliveiras milenares do Territori del Sénia afirma que, com o patrocínio do Banco Santander, a Universidad Politécnica de Madrid datou duas oliveiras do território: a número 1.878, la Farga del Arión, em Ulldecona, plantada em 314 d.C., e a número 117, la Farga del Pou del Mas, em la Jana, plantada em 833 d.C., no reinado do emir Abd al-Rahman II. A número 117 está no mesmo museu que a número 106 e é a sua companheira datada; a número 106 não consta dessa lista. O mesmo resumo descreve o inventário subjacente como abrangendo oliveiras com mais de 3,5 metros de circunferência de tronco a 1,30 metros do solo, ultrapassando então 4.800 árvores em 22 localidades.

A Asociación Territorio Sénia regista que o museu Pou del Mas foi inaugurado pelo subdelegado del Gobierno em Castellón, David Barelles, pelo presidente da Mancomunitat Taula del Sénia, Marcelino Domingo, e pelo presidente da câmara de la Jana, Joaquín Lladser, na abertura do segundo Encuentro sobre oliveiras milenares e azeites de variedades tradicionais. Tal como nas outras árvores valencianas do território, a proteção é genérica por lei e não individual: o artigo 4.º da Lei 4/2006, de 19 de maio, declara genericamente protegida qualquer árvore com seis metros ou mais de circunferência de tronco a 1,30 metros da base, e a circunferência publicada pela AEMO está acima desse valor, embora, sem uma altura de medição declarada, não possa ser confrontada com o critério legal com segurança. Não foi localizada qualquer declaração expressa nem número de entrada de catálogo para a árvore.

Do registo público: aemo.es · oliveresmillenaries.com · cultura.gob.es · webfacil.tinet.cat · boe.es

Retrato de árvore

Olivo del Arroyo Carnicero

Casabermeja, Málaga, Espanha · AEMO Mejor Olivo Monumental de España 2013; três troncos cada um com mais de 7 m de perímetro

A árvore ergue-se no termo municipal de Casabermeja, na província de Málaga, perto da vila, na estrada para Villanueva de la Concepción, e junto ao ribeiro de que toma o nome. A sua câmara municipal situa-a na comarca do Campo de Cámara, num distrito que descreve como detentor de numerosas oliveiras monumentais, e perto dos vestígios arqueológicos de um lagar romano na Villa de Aratispi. A descrição da própria câmara chama-lhe uma 'auténtica Catedral de madera viva', uma verdadeira catedral de madeira viva, erguendo-se em três troncos, cada um com mais de 7 metros de perímetro. Não foi publicada nenhuma medição da copa.

O que o registo fixa com precisão é uma reunião. Na sexta-feira, 5 de abril de 2013, ao meio-dia, numa sala da Universidad de Córdoba, a AEMO reuniu-se com o júri do seu Premio al Mejor Olivo Monumental de España, e o caso do Olivo del Arroyo Carnicero foi apresentado aos professores Luis Rallo e Diego Barranco. A conclusão de Rallo, tal como a câmara a publica: 'Podemos afirmar, científicamente, que las tres patas provienen de la misma raíz… que es la de un olivo silvestre o acebuche, porque lo hemos comprobado genéticamente, también que la parte aérea de esas tres patas son injertos de la misma paleovariedad, de momento, no catalogada.' As três patas provêm de uma mesma raiz, a de uma oliveira brava ou acebuche, comprovado geneticamente, e as partes aéreas das três são enxertos da mesma paleovariedade, até hoje não catalogada. A de Barranco: 'Tiene más de 1000 años, así lo certificamos en la Tesis de Concepción Muñoz', acrescentando que a árvore provavelmente demonstra que a olivicultura nas províncias andaluzas mediterrânicas de Málaga e Almería começou por sobre-enxertia. A própria Muñoz não pôde comparecer e disse por telefone que, de todas as oliveiras monumentais que visitara na Andaluzia, esta era 'el olivo más monumental y más bello'.

A idade é, portanto, uma atribuição com um certificador nomeado e um documento nomeado: mais de 1.000 anos, certificados na tese de doutoramento de Concepción Muñoz na Universidad de Córdoba. A decisão escrita do júri diz: 'Se premia el valor histórico y monumental de este olivo cuya edad se estima en más de 1000 años. Se trata de un olivo de una paleovariedad no catalogada hasta la fecha que se encuentra injertada en un olivo silvestre.' A decisão fecha situando a árvore num padrão: Málaga e Almería são ricas em oliveiras deste tipo, sobre-enxertadas em porta-enxerto de acebuche com as paleovariedades mais bem adaptadas do seu tempo, o que o júri lê como a explicação de como a olivicultura começou nas comarcas mediterrânicas da Andaluzia.

A candidatura foi apresentada pelo Ayuntamiento de Casabermeja através do seu então alcaide, Antonio Domínguez, que disse à AEMO que a árvore era pouco conhecida da população local e que a câmara tinha sido incentivada a apresentá-la pelo Dr. Francisco Lorenzo. Tornou-se a primeira oliveira da Andaluzia a receber o prémio. O historial de prémios da própria AEMO lista-a como vencedora de 2013, numa série que vai do Olivo La Farga de l'Ariol, em Ulldecona, em 2007, à Olivera del Suavo, em Calaceite, em 2026, uma série de resto dominada por Castellón, Tarragona e Alicante. A AEMO registou na altura que material da árvore seria depositado no banco de germoplasma da Universidad de Córdoba.

Para lá do prémio, o registo é magro. Nenhum proprietário é nomeado. Não se encontrou nenhum instrumento de proteção municipal, provincial ou da Junta de Andalucía para a árvore, e nenhuma entrada para ela surgiu no Inventario de árboles y arboledas singulares de Andalucía. A verificação genética que Rallo descreve não foi localizada como artigo publicado, e a tese de Muñoz não foi aberta aqui.

Do registo público: aemo.es · casabermeja.es

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Olivo di Sant'Emiliano

Bovara, Trevi, Úmbria, Itália · datada por radiocarbono em 1.830 ± 260 anos; tronco de 9,10 m de circunferência

A árvore ergue-se em Bovara, uma frazione de Trevi, na Úmbria, na localidade que o levantamento regional regista como Corciano ou Carpiano, a cerca de 299 metros de altitude, a uns 200 metros da abadia beneditina de cuja terra historicamente fazia parte. A circunferência do seu tronco na base é de 9,10 metros, a sua altura de 5 metros, a sua copa estende-se por cerca de 8,20 metros. O tronco já não está intacto, mas profundamente fissurado e dividido, efeito da torção que as oliveiras muito velhas sofrem. Geneticamente, está colocada numa posição de transição entre o zambujeiro e a cultivar Moraiolo e está registada como não pertencendo a nenhuma cultivar difundida na zona, o que o levantamento regional lê como um ecótipo distinto, possivelmente uma variedade ancestral do distrito de Spoleto e Terni; o mesmo levantamento observa que atravessou sem danos as repetidas geadas de inverno da região.

A datação é atribuída a uma equipa nomeada. A análise de radiocarbono por Guido Bonci, do CNR-ISAFOM em Perugia, Luigi Campatola, da Universidade de Nápoles, Giorgio Pannelli, do instituto olivícola MIPA em Spoleto, e Luciana Baldoni, do CNR-IGV em Perugia, deu 1.830 ± 260 anos. O ano desse estudo não é indicado em nenhuma página que o relate. O levantamento regional de árvores monumentais traz números diferentes para a mesma árvore: uma idade estimada de 1.599 ± 246 anos para o espécime de múltiplos troncos, ao lado de um valor de radiocarbono de 195 ± 30 anos para a madeira amostrada, um par de valores que o levantamento não explica. A imprensa úmbria e a comissão da Fascia Olivata usam os mais simples 1.700 anos, um número tirado da data do martírio e não de qualquer medição, e a página da comissão chama à árvore simplesmente 'ultra millenario'. Também na classificação as fontes se dividem: um relatório do setor e títulos de imprensa chamam-lhe a segunda árvore mais antiga de Itália, enquanto a cobertura de 2021 sobre a lista úmbria a coloca em quarto lugar entre as árvores mais longevas de Itália e nota que é a mais setentrional delas.

O documento mais antigo a nomear uma oliveira em Trevi é a Passio Sancti Miliani martiris, um códice do século IX que se crê copiar um do século V ou VI, e que regista que Emiliano, primeiro bispo de Trevi, foi amarrado 'ad novellam olivam', a uma oliveira nova, para ser decapitado em 303 ou 304. Foi publicado na íntegra em C. Zenobi, Trevi antica, dal neolitico fino al 1214, Foligno, 1995. A identificação dessa oliveira com esta árvore é tradição local de longa data e não está documentada por nada no códice.

A proteção assenta em três camadas. A árvore foi recenseada pelo Corpo Forestale dello Stato entre as árvores monumentais de Itália, tendo o censo nacional começado em 1982, e consta da lista regional da Úmbria, que a Lei Regional 28/2001 estabeleceu e que foi publicada em 2008. A Lei 10/2013, de 14 de janeiro de 2013, definiu as árvores monumentais a nível nacional e obrigou as regiões a compilar e transmitir inventários; desde 2014, o Elenco degli alberi monumentali d'Italia nacional é mantido pelo ministério da agricultura com os Carabinieri Forestali, que conduziram a atualização de 2021, contando 174 árvores monumentais na Úmbria, 121 na província de Perugia e 53 na de Terni. Estão publicados dois números diferentes para esta árvore: a Pro Trevi dá 102, o levantamento Patriarchi Verdi dá o código regional 108. Em agosto de 2023, o Comune di Trevi, através do seu vice-presidente da câmara para o urbanismo, Saverio Andreani, notificou os proprietários de uma proibição de abater ou danificar a árvore sem autorização municipal e aprovação ministerial.

Foi vedada no início de 2002 para que pudesse ser visitada sem risco para ela, e a sua saúde foi avaliada como boa em inspeção visual. Pertence desde 1989 à família Crisafulli, Maria Adele Crisafulli e o seu irmão Andrea. Ergue-se no interior da Fascia Olivata Assisi-Spoleto, a faixa olivícola de 60 quilómetros que atravessa Assis, Spello, Foligno, Trevi, Campello sul Clitunno e Spoleto, inscrita em 3 de julho de 2018 na lista dos Sistemas Importantes do Património Agrícola Mundial da FAO, o primeiro território italiano nessa lista, numa candidatura liderada pelo Comune di Trevi com a Região da Úmbria, a Universidade de Perugia e a Sviluppumbria. Não se encontrou registo de azeite prensado desta árvore.

Do registo público: fasciaolivata.it · montagneaperte.it · protrevi.com · treviambiente.it · teatronaturale.it · tuttoggi.info · sentierinellafasciaolivata.it · regione.umbria.it

Retrato de árvore

Olivo Mater, conocido como "El Pulpo"

Ulldecona (Arión), Tarragona, Espanha · tronco com mais de 6,30 m a 1 m, segundo a AEMO em 2011; 6,65 m a 1,30 m, segundo a Mancomunitat, em 2025

A árvore cresce na partida de Arión, no território municipal de Ulldecona, na vertente norte da Serra de Godall, perto de La Miliana, e cresce sobre rocha. A Asociación Territorio Sénia descreve-a como estando "totalmente encima de la roca", e o nome local El Pulpo — o polvo — vem das raízes lenhosas que se espalham pela pedra. A decisão da AEMO de 2011 situa-a numa propriedade da família Beltrán Ferré, que detém 66 oliveiras milenares em apenas 6,16 hectares; a Mancomunitat Taula del Sénia repetiu a informação sobre a propriedade em 2025, observando que a família reside em Alcanar. A propriedade contígua pertence à família Porta i Ferré e alberga o Museu Natural de les Oliveres Mil·lenàries de l'Arión; entre as duas propriedades há mais de 200 oliveiras milenares, e as próprias descrições da Asociación sobre o percurso do museu incluem El Pulpo entre as suas árvores principais, pelo que a posição da árvore relativamente ao limite do museu não é indicada de forma consistente no registo.

As duas medições registadas não coincidem, e nenhuma foi feita da mesma maneira. A decisão da AEMO para o V Concurso al Mejor Olivo Monumental de España 2011 dá "un perímetro de tronco superior a los 6.30 m a 1 metro de altura". A Mancomunitat Taula del Sénia, escrevendo em outubro de 2025, dá 665 centímetros a 130 centímetros do solo. O mesmo documento da AEMO situa a árvore "en pleno Baix Ebre", embora Ulldecona fique no Montsià.

A idade não está estabelecida. O júri da AEMO escreveu que o desenvolvimento radicular desenha um quadro surpreendente, como se a oliveira se agarrasse eternamente à terra que a viu nascer "hace (dicen) más de 1.300 años" — o parêntese "dicen", dizem, é da própria AEMO. Não existe qualquer estudo de datação desta árvore. Duas das suas vizinhas assentam em terreno mais firme: o par conhecido como as Fargues de l'Arion, na propriedade Porta i Ferré, tem o número de registo AM 22.156.01 no registo de árvores monumentais da Generalitat de Catalunya, declarado por Ordre de 3 de setembro de 1997, publicada no DOGC de 22 de setembro de 1997, número 2480, com alturas totais de 6,5 e 6,0 metros, perímetros de tronco de 7,90 e 6,10 metros e copas médias de 16,8 e 14,0 metros; a ficha observa que a Farga é uma das variedades de oliveira mais antigas da Catalunha, chama às duas árvores "presumiblement mil·lenaris" e regista que a Farga recebeu o prémio AEMO de melhor oliveira monumental de Espanha em 2007. El Pulpo não tem qualquer declaração individual deste tipo. Desde 2020 fica antes abrangida pela Llei 6/2020, de 18 de junho, relativa à proteção, conservação e valorização das oliveiras e olivais monumentais, publicada no DOGC de 23 de junho de 2020, número 8160, que trata como monumental qualquer oliveira com 350 centímetros ou mais de circunferência de tronco a 130 centímetros do solo e proíbe a sua extração e venda; a Generalitat afirma que as oliveiras monumentais estão excluídas dos seus processos individuais de árvores monumentais e estão a ser catalogadas separadamente pelo Departament d'Agricultura, Ramaderia, Pesca i Alimentació.

A decisão da AEMO de 2011 observou também que, com este galardão, Ulldecona passava a ter duas vencedoras do concurso, la Farga del Arión, da primeira edição, e agora a Mater. Os anos de atribuição de ambas são registados de forma inconsistente pelas entidades envolvidas: o historial de prémios da AEMO e a ficha de árvores monumentais da Generalitat colocam a Farga del Arión em 2007 e a Mater em 2011, ao passo que o resumo do Ministerio de Cultura sobre o projeto da Mancomunitat indica o prémio da Farga em 2006, e a própria lista-resumo da AEMO das vencedoras de oliveiras monumentais coloca a Mater em 2010.

A árvore continua a ser trabalhada. A 24 de outubro de 2025 a Mancomunitat registou a colheita das suas azeitonas, inscritas no recenseamento da Mancomunitat sob a marca de garantia Aceite Farga Milenaria; a apanha foi feita pela Cooperativa de Godall para a sua marca premium Làcrima Olea Mil·lenària e rendeu 150 quilos de azeitona Farga, numa campanha que tinha começado a 3 de outubro. A árvore tem também registo fotográfico: a Asociación Territorio Sénia observa que o número 302 da revista GEO, de março de 2012, publicou um trabalho de nove páginas com fotografia de capa, "Olivos Milenarios del Sénia. Protegiendo las raíces", escrito por Joaquim M. Pujals, com fotografias de José Barea, construído em torno de uma imagem de El Pulpo sobre a sua rocha.

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Retrato de árvore

Olivo Milenario de Sant Jordi

Sant Jordi, Castellón, Espanha · inventário Sénia n.º 41, tronco 7,70 m a 1,30 m; AEMO Mejor Olivo Monumental de España 2025

A árvore encontra-se na partida de Mas Na Cabanes, no município de Sant Jordi, no Baix Maestrat, a cerca de 5.700 metros da localidade em direção ao campo de golfe Panorámica. A Ruta de los Olivos Milenarios, gerida pela Mancomunitat Taula del Sénia com a Turisme Comunitat Valenciana, apresenta Sant Jordi como detentora de 153 oliveiras milenares catalogadas, oito das quais na área de Mas Na Cabanes, acima do limiar de 3,5 metros de circunferência de tronco que o inventário Sénia utiliza; a maior das oito é a número 41, medida em 7,70 metros de circunferência de tronco a 1,30 metros do solo. É da variedade Farga, como quase todas as oliveiras milenares do Sénia. A Mancomunitat e a câmara municipal sinalizaram a área em 2018 ao abrigo de acordos com os proprietários de duas propriedades, Els Muntells e Mas Na Cabanes, usando as mesmas bandeiras metálicas, atris e postes de madeira torneada instalados nos outros museus e áreas de oliveiras do território; o acesso a Mas Na Cabanes carece de autorização do proprietário.

A idade é uma atribuição assente num único estudo. O Ayuntamiento de Sant Jordi e a AEMO registam ambos que a árvore foi datada em 2017 pelo professor Antonio Prieto Rodríguez, catedrático da Universidad Politécnica de Madrid, que situou a sua origem por volta do ano 744. O documento de decisão da AEMO de 2025 apresenta o valor resultante como uma idade estimada de 1.273 anos, contada a partir da data do estudo; a Mancomunitat Taula del Sénia, escrevendo em maio de 2025, dá 1.281 anos, contados até ao ano do prémio. Não foi publicado qualquer relatório de datação que permita examinar o método.

A AEMO, a Asociación Española de Municipios del Olivo, atribuiu-lhe o XIX Premio al Mejor Olivo Monumental de España 2025. O júri reuniu-se em Córdova em maio de 2025 e foi composto por Angjelina Belaj, do IFAPA Alameda del Obispo, em Córdova, Raúl de la Rosa, do Instituto de Agricultura Sostenible (CSIC), e José Mª Penco, pela AEMO, na qualidade de secretário. A sua decisão escrita refere um tronco de "11,06 metros de perímetro real" e uma estrutura sinuosa e profundamente escavada de onde emergem os ramos principais, ainda em produção — um segundo valor, maior do que os 7,70 metros que o inventário regista a 1,30 metros, obtido seguindo o contorno irregular do tronco em vez de uma fita esticada. A candidatura foi apresentada conjuntamente pela proprietária, Cristina Marí Sospedra, pela Mancomunitat Taula del Sénia, pelo Ayuntamiento de Sant Jordi e pela Asociación Territorio Sénia. Segundo as próprias regras da AEMO, o prémio é atribuído ao proprietário da árvore, independentemente de quem apresente a candidatura, e os critérios são a dimensão, a idade, a produção estimada e o interesse estético, histórico ou cultural.

A Mancomunitat regista este como o oitavo prémio AEMO conquistado por uma oliveira milenar do Territori del Sénia, uma área tri-regional entre a Comunidade Valenciana, a Catalunha e Aragão, que diz reunir agora mais de 7.000 árvores catalogadas acima de 350 centímetros de circunferência de tronco a 1,30 metros, e que a FAO designou Sistema Importante do Património Agrícola Mundial em 2018. A árvore continua a produzir: o Diari de Tarragona, ao noticiar o prémio, refere até 160 quilos de azeitona em alguns anos. A sua situação jurídica decorre automaticamente da sua dimensão e não de qualquer decreto individual. O artigo 4.º da Lei valenciana 4/2006, de 19 de maio, relativa ao património arbóreo monumental, declara genericamente protegida, "sin necesidad de resolución singularizada", qualquer árvore da Comunidade Valenciana que iguale ou exceda seis metros de circunferência de tronco medido a 1,30 metros da base, entre outros limiares; com 7,70 metros, esta árvore está acima dele. Não foi localizada qualquer entrada individual para ela no Catálogo de árboles monumentales y singulares de la Comunitat Valenciana, cuja última atualização publicada tem data de 23 de março de 2023.

Do registo público: aemo.es · tauladelsenia.es · santjordi.es · oliveresmillenaries.com · diaridetarragona.com · boe.es · mediambient.gva.es

Retrato de árvore

Olivo Mil·lènia

Godall, Tarragona, Espanha · inventário Sénia n.º 3.715, tronco 7,04 m a 1,30 m; AEMO Mejor Olivo Monumental de España 2021

A árvore encontra-se a dois quilómetros de Godall, no Montsià, junto à estrada TV-3313 de Godall para Ulldecona, numa propriedade pertencente a Alexis Albiol, que é também presidente da câmara de Godall e dirige a cooperativa agrícola municipal. A Ruta de los Olivos Milenarios regista-a como número 3.715 no inventário Sénia, a maior das 146 oliveiras milenares inventariadas em Godall, com sete metros de circunferência de tronco a 1,30 metros do solo; o relato do mesmo percurso sobre o prémio da AEMO dá 7,04 metros. A AEMO descreve-a como da variedade Farga enxertada em zambujeiro. A propriedade foi preparada como Área visitável de oliveiras milenares ao abrigo de um acordo entre o proprietário, a câmara municipal, a Mancomunitat Taula del Sénia e a cooperativa, e a árvore fica perto do traçado da Via Augusta romana.

A sua idade é uma atribuição, e a própria atribuição é disputada no registo. A Mancomunitat e a Ruta de los Olivos Milenarios atribuem ambas à Universidad Politécnica de Madrid a datação da árvore no ano 1018, o que lhe conferia 1.003 anos à data do prémio. O próprio documento de decisão da AEMO de 2021 afirma, em vez disso, que a longevidade foi "certificada la Universidad Complutense de Madrid". Todos os outros registos das datações do Sénia indicam a Politécnica; não surgiu qualquer conciliação das duas atribuições. Em 2017, a localidade organizou uma festa de aniversário para a árvore, com mil velas.

O nome é recente e está documentado. Os alunos das escolas de Godall escolheram-no durante o projeto European Heritage Stories da Mancomunitat Taula del Sénia, que recebeu uma subvenção em 2018 ao abrigo desse programa, tendo a Mancomunitat como beneficiária e coordenadora, e que incluiu um congresso científico, "The Ancient Olive Trees, European Heritage Stories", realizado em Ulldecona em novembro de 2018; às sessões na sala de aula sobre conservação seguiu-se uma visita em que os alunos mediram o tronco. A AEMO regista o nome de forma mais sucinta, como tendo sido escolhido em Godall para assinalar o milénio da árvore.

A AEMO anunciou o prémio a partir de Córdova a 1 de julho de 2021. O júri referiu um tronco de sete metros de perímetro, uma copa capaz de produzir até 120 quilos de azeitona nessa idade e o trabalho que o proprietário, o Ayuntamiento de Godall e a Mancomunitat vinham fazendo em torno da árvore — caminhadas poético-musicais, sinalização no paraje e visitas escolares em que os alunos ouvem a sua história e provam o seu azeite. A candidatura foi apresentada conjuntamente pela família Albiol, pela Mancomunitat, pela câmara municipal e pela cooperativa de Godall, num município onde o olival cobre quarenta por cento da superfície. O prémio foi entregue em setembro desse ano na feira Expoliva, em Jaén. O documento da AEMO surge intitulado como o XVIII prémio, o que não se ajusta à sequência dos seus próprios registos, em que 2016 foi a décima edição e 2024 a décima oitava. O fruto vai para a Cooperativa de Godall, que o transforma no seu azeite premium Làcrima Olea Mil·lenària, sob a marca de garantia Aceite Farga Milenaria da Mancomunitat.

No lado catalão do território, a proteção é genérica por lei e não individual. A Llei 6/2020, de 18 de junho, relativa à proteção, conservação e valorização das oliveiras e olivais monumentais, publicada no DOGC de 23 de junho de 2020, número 8160, trata como monumental qualquer oliveira com uma circunferência de tronco igual ou superior a 350 centímetros a 130 centímetros do solo, ou com 350 anos ou mais, e proíbe a sua extração e venda. A Generalitat observa que os seus processos individuais de árvores monumentais excluem deliberadamente as oliveiras monumentais, que estão a ser catalogadas separadamente pelo Departament d'Agricultura, Ramaderia, Pesca i Alimentació à medida que esse trabalho avança; ainda não existe ali qualquer processo individual para esta árvore. O primeiro recenseamento catalão de oliveiras monumentais, apresentado em junho de 2025, contabilizou 4.160 árvores, 3.989 delas nas Terres de l'Ebre e 3.509 só no Montsià.

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Olivo recuperado de Cervera del Maestre

Cervera del Maestre, Castellón, Espanha · inventário Sénia n.º 233, tronco 6,95 m a 80 cm; AEMO Mejor Olivo Monumental de España 2024

A árvore encontra-se no paraje conhecido como la Laguna, ou la Llacuna, numa colina baixa acima de Cervera del Maestre e do seu castelo medieval, no Baix Maestrat. A Ruta de los Olivos Milenarios enumera-a como número 233 no inventário Sénia e apresenta-a explicitamente como exemplo da recuperação de oliveiras abandonadas. A Mancomunitat Taula del Sénia dá a sua circunferência de tronco como 695 centímetros a uma altura de 80 centímetros do solo — uma altura não normalizada para este inventário, que noutros casos mede a 130 centímetros — e chama-lhe uma das maiores das 219 oliveiras milenares do município. É da variedade Farga.

A idade é indicada apenas como intervalo e apenas pelas entidades que a apresentam. A Mancomunitat dá aproximadamente 1.100 a 1.200 anos e situa a origem no século X, coincidindo com o período muçulmano na península. A própria decisão da AEMO de 2024 é ainda mais cautelosa, dizendo que a origem coincide com o século X, "donde se cree que fue plantado", e que a planta foi gerada "hace más de 1000 años". Não foi realizado nem publicado qualquer estudo de datação desta árvore.

O que está registado em pormenor é a recuperação. A árvore esteve abandonada durante anos. A partir de 2019 foi recuperada e devolvida à produção no âmbito dos trabalhos de recuperação de oliveiras do Território Sénia, impulsionados pela Mancomunitat Taula del Sénia e pela Asociación Territorio Sénia juntamente com a câmara municipal, adaptada, nas palavras da Mancomunitat, a usos agrícolas, ambientais, turísticos, culturais e desportivos. A proprietária é a Fundación Cayac–Maestrazgo, cujo secretário é o presidente da câmara de Cervera, Adolf Sanmartín Besalduch. Durante as Jornadas del Molí de l'Oli de 2021, 2022 e 2023, o programa no moinho histórico da vila foi alargado com uma visita à árvore, onde se apresentou música clássica num anfiteatro natural de fardos de palha, seguida de uma prova para os presentes.

A AEMO atribuiu-lhe o XVIII Premio al Mejor Olivo Monumental de España 2024. O júri foi composto por Angjelina Belaj e Francisco González, do IFAPA Alameda del Obispo, em Córdova, com José Mª Penco, pela AEMO, na qualidade de secretário, e a sua decisão valorizou a copa de grande diâmetro e o tronco de onde emerge um velho ramo partido; afirmou que o prémio foi atribuído por os proprietários da propriedade terem recuperado uma árvore que estava abandonada, e pelo trabalho conjunto do proprietário, da câmara municipal e da Mancomunitat desde 2019. A candidatura foi apresentada conjuntamente pela Fundación Cayac–Maestrazgo, pela Mancomunitat e pela Asociación Territorio Sénia. O documento da AEMO grafa o município como "Cerverá del Maestre". O galardão foi entregue na XXII Feria del Olivo de Montoro. A FAO registou-o como o sétimo prémio AEMO para uma oliveira do Território Sénia, que designou Sistema Importante do Património Agrícola Mundial em 2018.

Nenhum instrumento de proteção individual a abrange. O artigo 4.º da Lei valenciana 4/2006, de 19 de maio, concede proteção genérica, sem resolução individual, às árvores que igualem ou excedam seis metros de circunferência de tronco medido a 1,30 metros da base; a única circunferência publicada para esta árvore foi medida a 80 centímetros, pelo que o limiar legal não pode ser verificado com base nela.

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Oliveira de Xyliatos (Potima)

Potima, Xyliatos, distrito de Nicósia, Chipre · ~800 anos atribuídos; descrita como a oliveira mais antiga de Chipre; sob proteção do Departamento de Florestas, 2004

A árvore ergue-se na localidade de Potima, perto da aldeia de Xyliatos, no distrito de Nicósia. O Cyprus Island situa-a na área de Potima e chama-lhe a oliveira perene do distrito.

A árvore é descrita como a oliveira mais antiga de Chipre. O in-cyprus escreve que é "considerada a oliveira mais antiga de Chipre e, ao mesmo tempo, a árvore com o maior diâmetro", com 800 anos, e o Cyprus Island repete o valor de 800 anos. Nenhuma fonte aberta nomeia pessoa ou instituição por detrás da estimativa, e não se encontrou contagem de anéis nem datação de laboratório.

As medições são o ponto em que as fontes se separam. O in-cyprus regista uma periferia de 13 metros e uma altura de 6 metros, e o Centro de Artes Visuais e Investigação, em Nicósia, regista a mesma periferia de 13 metros. O Cyprus Island dá uma altura de 60 metros, que todas as outras fontes contradizem e que é tomada aqui como erro por 6 metros, e descreve a árvore como a maior em diâmetro. O folheto Árvore do Ano 2012 do Departamento de Florestas dá, segundo se relata, o perímetro como 12,80 metros; o PDF do folheto não pôde ser aberto aqui, devolvendo HTTP 400. Um limite inferior de 10 metros trazido nos dados de semente deste projeto não foi encontrado em nenhuma fonte aberta.

A proteção tem data numa só fonte. O Cyprus Island afirma que a árvore passou para a proteção e manutenção do Departamento de Florestas em 2004, depois dos esforços da Junta Comunitária de Xyliatos. O in-cyprus regista a mesma sequência sem ano, depois de "muitos esforços do Conselho Comunitário de Xyliatos". O Departamento de Florestas é citado no relato do in-cyprus como tendo emitido um decreto segundo o qual estas árvores são "importantes do ponto de vista científico, histórico, cultural e educativo" e "constituem amostras significativas das suas espécies, seja pela idade, seja pelo porte excecional". Nenhuma das duas fontes dá número de decisão ou referência de diário oficial para o decreto.

A árvore pertence ao padrão cipriota mais largo descrito no retrato das oliveiras antigas de Chipre neste ficheiro. As oliveiras velhas de tronco oco chamam-se frankoelies ou apostolitzi, e o Departamento de Florestas protege-as por despacho ministerial e por decreto do departamento. A árvore de Xyliatos é a mais consistentemente descrita como a oliveira mais antiga da ilha.

O registo das fontes é magro em método. Não é dada altura de medição para o perímetro de 13 metros, não se encontrou relatório de estado, data de levantamento nem condições de visita, e se se prensa azeite da árvore não está no registo.

Do registo público: web.archive.org · cyprusisland.net · en.philenews.com

Nenhuma idade nesta página é um facto nosso. Onde existe um estudo de datação, nomeiam-se a sua instituição e o seu método; onde existe apenas uma alegação, nomeia-se quem a faz; onde as fontes divergem, dá-se o intervalo. As medições de tronco são indicadas tal como o registo ou o levantamento as publica.

A lista do catálogo

A Venda n.º 1 abre a 16 de novembro

O catálogo chega a esta lista antes de entrar no site. Fechada a venda, recebe todos os martelos — incluindo os que desiludiram.

Dois emails. Depois silêncio até à Venda n.º 2.